A senadora Zenaide Maia (PSD‑RN), derrotada nas eleições de outubro, será uma das seis parlamentares que deixarão o Congresso em fevereiro de 2027 com processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento, realizado a partir dos processos públicos da Corte e divulgado neste domingo, considerou os 18 senadores que buscaram a reeleição e perderam; seis deles têm pendências no STF, além de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), que não concorreu ao Senado.
Na disputa por duas vagas no Rio Grande do Norte, Zenaide ficou em terceiro lugar, obtendo 630.159 votos, o que corresponde a 17,47 % do total. O candidato Styvenson Valentim (Podemos) foi reeleito com 1.055.000 votos, e Samanda Alves (PT) conquistou a segunda vaga com 635.924 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A diferença entre Zenaide e a segunda colocada foi de 5.765 votos. O mandato da senadora termina em 1º de fevereiro de 2027, data da posse dos eleitos.
No STF, Zenaide Maia é alvo de uma queixa‑crime por supostos crimes contra a honra. Uma advogada alega que a senadora e um comunicador teriam realizado ataques nas redes sociais e aponta, como indício, um pagamento de R$ 5 mil ao comunicador, efetuado com recursos da cota parlamentar. Até o momento da publicação, a senadora não se manifestou publicamente sobre o caso.
Os demais parlamentares que também deixarão o Senado com processos no Supremo são: Ciro Nogueira (PP‑PI), investigado por suspeita de favorecer o Banco Master em troca de vantagens, com indícios de pagamentos do dono do banco, Daniel Vorcaro; Weverton Rocha (PDT‑MA), sob suspeita de lavagem de dinheiro vinculada a fraudes no INSS e de suposta interferência na apuração de um assassinato no Maranhão; Carlos Viana (PSD‑MG) e Carlos Fávaro (PSD‑MT), citados em apurações sobre a destinação de emendas parlamentares; e Renan Calheiros (MDB‑AL), que responde a queixas‑crime apresentadas pelo adversário Arthur Lira (PP‑AL). Todos os citados negam as irregularidades apontadas.
Com o término dos mandatos, os seis parlamentares perderão as proteções constitucionais vinculadas ao cargo, como a imunidade à prisão e a possibilidade de o Senado suspender o andamento de ações penais. Contudo, a jurisprudência do STF, firmada em março de 2025, estabelece que o foro privilegiado pode ser mantido quando o crime investigado ocorreu no exercício do mandato e tem relação com a função exercida, cabendo à Corte analisar cada caso individualmente.
No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim e Samanda Alves tomam posse em 1º de fevereiro, data em que o Senado também elegerá a nova Mesa Diretora.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
