O número de eleitores que votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos atingiu 48,5 milhões até a sexta‑feira, superando a marca de 45,9 milhões registrada em 2022. Desses, 26,1 milhões compareceram às urnas presencialmente e 22,4 milhões enviaram cédulas pelo correio. Nos estados que divulgam a filiação partidária, os democratas responderam por 43,7 % dos votos antecipados, enquanto os republicanos ficaram com 31,4 %.
A participação precoce concentra‑se entre eleitores mais velhos; pessoas com 65 anos ou mais representam cerca de metade dos votantes, ao passo que a faixa de 18 a 25 anos corresponde a apenas 4,5 % do total. Entre os eleitores que informam a filiação, os democratas lideram com aproximadamente 10,1 milhões de votos, seguidos pelos republicanos, que somam cerca de 7,3 milhões, e pelos independentes ou filiados a legendas menores, que totalizam 24,9 % dos votos antecipados.
No Brasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, programou para a próxima terça‑feira a votação da PEC da Segurança Pública, após a proposta ter sido retirada da pauta por não contar com os 49 votos necessários para aprovação. A principal tensão gira em torno da tentativa do governo de impedir a inclusão de emendas que reduziriam a maioridade penal para crimes hediondos, pauta defendida pela oposição. O presidente Lula condicionou a criação do Ministério da Segurança à promulgação da matéria e tem buscado adiar o debate sobre a maioridade penal, enquanto articuladores governistas preparam o fatiamento do texto para aprovar apenas os trechos consensuais de integração das polícias, devolvendo a discussão sobre o endurecimento penal à Câmara.
A proposta estabelece o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição, com objetivo de integrar as forças policiais e impor restrições ao crime organizado, como o fim das saídas temporárias e a prisão obrigatória em estabelecimentos de segurança máxima. O texto tornou‑se ponto de impasse entre o Palácio do Planalto e a oposição.
Na Polônia, o primeiro‑ministro Donald Tusk enfrenta acusações de tentar promover um golpe de Estado por meio do Judiciário. Juízes e políticos da oposição apontam uma ofensiva contra o Tribunal Constitucional, intensificada na sexta‑feira, quando a polícia foi enviada às dependências da Corte após o afastamento do presidente da Corte, Bogdan Święczkowski, e do vice‑presidente, Bartłomiej Sochański, ambos alinhados ao presidente Karol Nawrocki. A decisão de afastamento foi tomada pela magistrada Anna Korwin‑Piotrowska, ligada ao governo Tusk, que alegou estar impedida de exercer suas funções.
O envio de policiais foi solicitado pela magistrada e pelo procurador‑geral Waldemar Zurek, sob a justificativa de possíveis ameaças à integridade física de juízes e funcionários. A medida provocou reação da oposição, que acusa o governo de interferir na composição e no funcionamento da Corte.
Tusk defendeu a iniciativa, afirmando que pretende “restaurar o império da lei” e alegando que o Tribunal Constitucional acumulou ilegalidades durante os governos do partido Lei e Justiça (PiS). “Não há outro caminho”, declarou o primeiro‑ministro. O presidente Karol Nawrocki interrompeu uma viagem oficial ao Senegal e determinou o retorno à Polônia, dizendo: “Em um momento como este, o presidente deve estar na Polônia”.
No Brasil, mensagens trocadas entre a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fábio Luís (conhecido como Lulinha) revelam que o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, utilizava voos da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens de entretenimento. Em um dos trechos, Luchsinger escreveu: “Gustavo disse que Juscelino faz isso direto. Voo FAB, vem jogar e fazer putaria”, ao que Lulinha respondeu: “Esse moço sabe ser feliz”. Luchsinger ainda questionou a justificativa do voo.
A conversa também descreve um encontro em agosto de 2023, no hotel Tangará, em que Juscelino Filho, o então presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, e o secretário‑executivo do ministério foram vistos acompanhados de outras cinco mulheres, em um ambiente de “putaria” e bebidas caras. Lulinha reagiu com ironia ao relato, e as mensagens revelam a intimidade cotidiana entre ele e Luchsinger, com apelidos carinhosos e comentários sobre outros episódios, como um jantar com o empresário Léo Slezynger.
Os fatos relacionados a Juscelino Filho e a Luchsinger estão sendo investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal.
Em outra investigação, a CNN Brasil divulgou que o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) teria deixado o país em uma operação planejada com apoio internacional e a participação de um ex‑agente da Mossad. Segundo a apuração, Bolsonaro cruzou a fronteira entre Brasil e Argentina em uma van, acompanhado pelo ex‑agente israelense, sua esposa e as duas filhas, na região de Foz do Iguaçu, com destino a Puerto Iguazú. Na Argentina, a família embarcou em um jato particular rumo a Miami, com escala para abastecimento no Equador. A aeronave teria sido providenciada por Jason Miller, estrategista político de Donald Trump, conforme reportagem do New York Times.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
