Padre Fabiano Moura divulgou, por meio de um vídeo publicado no Instagram, uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticando a mudança na classificação indicativa dos desenhos bíblicos exibidos pela TV Record, que passaram de “livre para menores de 12 anos” para “restrito a menores de 12”. No material, o sacerdote questiona se a Bíblia passou a ser considerada imprópria para crianças ao retratar episódios de violência e morte, e indaga se “a Bíblia virou um livro de terror”. Até as 13h30 da terça‑feira (3), o vídeo já acumulava 1,3 milhão de visualizações.
Em sua fala, Fabiano Moura compara o conteúdo dos desenhos às celebrações religiosas que abordam o sofrimento e a crucificação de Jesus, alertando que a nova classificação pode criar precedente capaz de atingir outras manifestações da fé cristã, como missas, textos bíblicos e encenações da Via‑Sacra. O padre afirma que a preocupação das famílias deveria estar voltada para a violência presente no cotidiano, e não para animações que apresentam histórias e ensinamentos bíblicos. Ao final, pede que o presidente reveja a classificação e solicita às famílias cristãs que compartilhem o vídeo, afirmando que “sem Jesus e sem a Bíblia fica impossível” educar os filhos.
Na mesma manhã, o presidente Lula publicou um vídeo nas redes sociais convocando a sociedade civil a se mobilizar contra as apostas online. O presidente afirmou que “parece que tem mais gente participando que interessa que as bets continuem funcionando do que as pessoas que são contra as bets”. A mensagem foi feita após a divulgação, em audiência pública no Supremo Tribunal Federal, de levantamento da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) que apontou a existência de cerca de 34 mil plataformas ilegais de apostas ainda em operação no país.
A proibição das apostas de quota fixa e dos jogos online foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada por Lula em 25 de setembro. O texto impede a exploração, oferta, intermediação e publicidade desses serviços, justificando a medida pelos impactos das apostas no endividamento das famílias, sobretudo as mais vulneráveis. Segundo a ANJL, antes da medida apenas 85 sites possuíam autorização federal para operar. A entidade alerta que a expansão de plataformas clandestinas dificulta a fiscalização e reduz a arrecadação de impostos.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que a redução dos gastos com apostas já teria contribuído para o aumento das compras de produtos essenciais. Entre 5 e 11 de outubro, as vendas do setor cresceram 6,5 %.
No Senado, a votação da PEC da Segurança Pública encontrou novo impasse após a oposição pressionar a inclusão da redução da maioridade penal no texto. O senador Rogério Marinho (PL‑RN), líder da bancada de oposição, declarou que manterá a proposta de alterar a idade mínima de responsabilidade criminal de 18 para 16 anos, e de 14 anos nos casos de crimes graves, como hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. Marinho fez a afirmação após reunião de líderes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP).
O governo, por sua vez, pretende votar o texto exatamente como aprovado pela Câmara dos Deputados. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que a discussão sobre a maioridade penal deve ser tratada em proposta separada, para evitar que mudanças obriguem a PEC a retornar à Câmara. O presidente Lula já se manifestou favorável à redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos, mas defendeu que o tema seja analisado em separado.
Para que a PEC seja aprovada no Senado, são necessários, no mínimo, 49 votos em dois turnos. Caso haja alterações no texto, os trechos modificados terão de ser devolvidos à Câmara dos Deputados para nova apreciação.
Em âmbito educacional, a empresa Kaizen Mentoria Educacional lançou a campanha “Black November”, destinada a incentivar famílias a antecipar a decisão sobre o acompanhamento escolar de seus filhos para 2027. O período foi escolhido por coincidir com o calendário escolar, que concentra provas finais, recuperação e o ENEM, momentos em que muitas famílias avaliam o desempenho dos estudantes e planejam mudanças para o próximo ano. Em conversas realizadas em outubro, a equipe comercial da Kaizen constatou que uma em cada cinco famílias que ainda não havia fechado contrato preferia iniciar o serviço apenas em 2027, o que motivou a criação da campanha.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
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