Na tarde de 31 de outubro, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte‑americano não participou de nenhum arranjo para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais, ao mesmo tempo em que, no país, a Polícia Militar de Natal prendeu o maquiador e cabeleireiro Pedro Souza por tentativa de fraude e o senador Rogério Marinho (PL) recebeu apoio público de Carlos Bolsonaro (PL). Ainda nesse dia, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado anunciou a abertura de discussões sobre a alíquota da nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Rubio declarou que, embora soubesse da chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos – o senador já dispunha de visto válido – a entrada foi autorizada pelo presidente americano, mas que “não facilitamos nada” e que “o governo dos EUA não esteve envolvido diretamente em nenhum dos movimentos que foram feitos” para a sua saída do país. O secretário acrescentou que o ex‑presidente Donald Trump teria garantido ao senador uma autorização especial de entrada, conhecida como parole, caso ele alcançasse um ponto de controle migratório dos EUA.

A manifestação de Rubio ocorreu após a admissão de Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, de que organizou o jato particular utilizado por Flávio Bolsonaro para chegar ao território norte‑americano. O senador deixou o Brasil dois dias depois da divulgação dos resultados do segundo turno, em 25 de outubro, e, no dia 26, visitou o pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, quando foi informado de que a Polícia Federal aguardava para comunicar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de recolher seus passaportes.

Em Natal, na noite de 30 de outubro, o maquiador e cabeleireiro Pedro Souza foi detido pela Polícia Militar após tentar aplicar novamente um golpe em um restaurante onde já havia causado prejuízos de algumas centenas de reais. O estabelecimento acionou a polícia e confirmou que a prática não era isolada; Souza teria usado comprovantes falsos de Pix para simular pagamentos não realizados e relatos apontam que o mesmo método seria repetido em lojas de roupas. As autoridades ainda investigam a existência de outras possíveis vítimas.

No mesmo dia, Carlos Bolsonaro publicou mensagem nas redes sociais renovando o apoio ao candidato Rogério Marinho à Presidência do Senado, ressaltando a necessidade de “defender, minimamente, tudo aquilo que acreditamos”. Em visita ao pai, que cumpre pena em regime domiciliar, Carlos comentou sobre a saúde de Jair Bolsonaro, mencionando o retorno de crises de soluço, preocupação com o aumento da barriga e a perda de peso, além de relatar que o ex‑presidente expressou saudade dos filhos Flávio e Eduardo, que se encontram nos Estados Unidos.

Por fim, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado informou que, a partir de 11 de novembro, iniciará as audiências públicas para discutir a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços, tributo criado pela Reforma Tributária para substituir o PIS e a Cofins. O presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB‑AL), anunciou a convocação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, para participar dos debates. O TCU já estabeleceu uma taxa de referência de 11,3 % que servirá de base para a análise dos senadores.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.