A transmissão ao vivo da rádio AuriVerde Brasil foi interrompida na manhã desta sexta‑feira (30) quando a jornalista Déborah Sena foi abordada por dois policiais legislativos armados na área externa da Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo a própria profissional, chegou ao local por volta das 8h30 e, às 11h, enquanto entrevistava o deputado Sanderson (PL‑RS), foi questionada por um dos agentes sobre autorização para permanecer no espaço e teve o crachá de identificação exigido.

Déborah informou que pediu para concluir a entrevista antes de conversar com o policial, mas não recebeu permissão. Ela descreveu o tratamento como “como se fosse uma delinquente” e afirmou que, embora não questione os protocolos de segurança, não aceita que funcionários da Câmara utilizem intimidação contra a imprensa no exercício da atividade jornalística. A jornalista acrescentou que o policial inspecionou seus equipamentos e crachás e, ao término do episódio, procurou funcionárias do setor administrativo para questionar a abordagem. Até a publicação da reportagem, a Câmara dos Deputados e o Departamento de Polícia Legislativa não haviam se manifestado.

Em outra notícia, o papa Leão XIV tornou‑se o primeiro pontífice a participar de uma eleição nos Estados Unidos. Nascido no país, enviou a cédula por correspondência para as eleições de meio de mandato, marcadas para a próxima terça‑feira (3). O Vaticano divulgou que o pontífice destacou a importância do direito e do dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos e lembrou que, durante os seis anos em que viveu no Peru, votou sempre que teve oportunidade. A emissora NBC informou que Robert Prevost solicitou o envio da cédula ao estado de Illinois em 3 de outubro; como a votação foi feita pelo correio, o cartório eleitoral de Chicago ainda não havia recebido o documento preenchido. As eleições de meio de mandato renovarão quase todo o Congresso americano e os governos de 36 estados, ocorrendo em um contexto de relação tensa entre o Vaticano e o presidente Donald Trump.

Especialistas em educação aproveitaram a mesma edição para comentar a fase de recuperação escolar que se inicia em novembro. Victor Cornetta, especialista em tendências educacionais, explicou que a recuperação deve ser vista como uma segunda chance e não como o fim do ano letivo, ressaltando a necessidade de que o aluno compreenda os motivos das dificuldades e elabore um plano realista para as semanas seguintes. Cornetta alertou que pais que se sentem impotentes podem reagir com críticas ou controle excessivo, o que aumenta a ansiedade e a autossabotagem dos estudantes. Ele recomenda que as famílias perguntem quais matérias apresentam mais dificuldade e em que horário o aluno tem melhor rendimento, ao invés de questionar o motivo da falta de estudo. O especialista também destacou que tentar revisar todo o conteúdo do ano em poucas semanas costuma ser ineficaz e sugeriu que, após a recuperação, as férias sejam usadas para analisar padrões de desempenho, de modo a transformar hábitos de estudo e evitar a repetição de problemas no próximo ano.

Na esfera política, a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta sexta‑feira (30) para se referir ao ex‑presidente Jair Bolsonaro como “líder” e afirmar que ele defende um “momento de união”, sem buscar culpados pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial ocorrida no domingo (25). Michelle declarou que o marido está entristecido com notícias falsas que o acusam de promover divisão e de atacar aliados como Damares Alves, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e Silas Malafaia. O comentário foi feito em meio ao debate sobre a repercussão da derrota de Flávio Bolsonaro e as narrativas que circulam nas redes sociais.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.