Na quinta‑feira, 29 de outubro de 2026, a Câmara Municipal de Natal instalou a Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a qualidade dos serviços prestados pela Companhia de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern) e a responsabilidade dos órgãos municipais na fiscalização de buracos, valas e escavações nas vias da capital. O vereador Matheus Faustino (União Brasil), autor da proposta e relator da comissão, acusou a empresa de descaso e afirmou que “a Caern nunca deu satisfação a nada aqui no município”, alertando que representantes da companhia poderão ser convocados coercitivamente, se necessário. A investigação também prevê convites e convocações a representantes da gestão municipal, incluindo as secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e de Infraestrutura (Seinfra), além da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban).
A presidente da CEI, a vereadora Anne Lagartixa (PL), destacou a falta de recuperação das vias após intervenções da Caern como motivação para o inquérito, dizendo que “a prefeitura vem, faz o recapeamento da via, daqui a pouco a Caern quebra tudo, deixa tudo do jeito que ficou e não conserta”. O comitê conta ainda com o vice‑presidente Subtenente Eliabe (PL) e os vereadores Daniell Rendall (Republicanos) e Cláudio Custódio (PP). O prazo inicial para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, prorrogável por mais 120 dias. Entre os casos citados, a avenida do Sol, em Candelária, foi asfaltada pela prefeitura e, menos de um mês depois, a Caern teria danificado o pavimento recém concluído, gerando a impressão de “perseguição” ao asfalto novo.
No mesmo dia, o grupo terrorista libanês Hezbollah, financiado pelo Irã, divulgou um comunicado oficial no portal Al‑Manar parabenizando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição no segundo turno das eleições presidenciais. O texto elogiou a postura diplomática de Lula em relação ao conflito no Oriente Médio, ressaltando suas declarações em defesa da causa palestina e as críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza, além de celebrar a oposição do presidente à influência histórica dos Estados Unidos na política internacional. A informação foi veiculada pela Revista Oeste.
Em paralelo, uma comissão internacional de bispos vinculada ao movimento religioso Apostolic Confluence Movement publicou, na segunda‑feira, 26 de outubro, uma declaração que não reconhece a vitória de Lula no segundo turno e levanta suspeitas sobre a legitimidade do pleito brasileiro. O documento, assinado pelo bispo Leo Assis e divulgado nas redes sociais, caracteriza‑se como denúncia de possível fraude eleitoral, porém não apresenta dados técnicos, auditorias ou provas concretas que sustentem as alegações.
No âmbito federal, o presidente Lula tem avaliado a possibilidade de nomear uma mulher para comandar o Ministério da Defesa, o que seria inédito desde a criação da pasta, em 1999. A discussão surge diante da saída prevista do atual ministro, José Múcio Monteiro, que manifestou desejo de deixar o cargo. Segundo a CNN Brasil, três nomes são cogitados: Cinara Wagner Fredo, atual secretária‑geral do Ministério da Defesa e favorita de Múcio; Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar; e Simone Tebet, ex‑ministra do Planejamento. Lula pretende evitar uma indicação que enfrente forte resistência nas Forças Armadas e deve conversar com os comandantes militares antes de decidir. A primeira‑dama, Rosângela Lula da Silva (Janja), tem sido apontada como uma das principais defensoras da escolha de uma mulher, em linha com a estratégia do governo de ampliar a presença feminina nas instituições militares. O presidente também sancionou lei que prevê exceção de R$ 30 bilhões para a compra de equipamentos militares até 2031.
Por fim, o Ministério Público do Trabalho registrou, até as 10h desta quinta‑feira, 3 396 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em 2026, superando o total de 3 373 relatos recebidos nas eleições de 2022. Em outubro, foram contabilizadas cerca de 2 600 denúncias, representando aumento de aproximadamente 371 % em relação a setembro, quando foram 552 registros, com média de 90 denúncias por dia. São Paulo lidera o número de casos, com 620 relatos, seguido por Minas Gerais (351) e Rio de Janeiro (252). O MPT informou que 991 denúncias foram feitas antes do primeiro turno, 946 entre os dois turnos e 1 459 após a votação de 25 de outubro. As práticas de assédio incluem ameaças de demissão, redução salarial, rebaixamento de cargo, exigência de participação em campanhas e pressão para voto em candidato específico.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
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