O programa Fantástico divulgou neste domingo detalhes inéditos da investigação da Polícia Federal sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos. Segundo registros de fronteira obtidos pelo programa, o parlamentar deixou o país após o Supremo Tribunal Federal ordenar a apreensão de seus passaportes. O trajeto incluiu passagem por Puerto Iguazú, na Argentina, ponto de partida de um voo privado que o levou a Miami acompanhado da família. As informações mostram que duas vans cruzaram a ponte que liga Foz do Iguaçu ao lado argentino na noite da travessia. Nos dados migratórios constam três ocupantes no segundo veículo: o motorista, o advogado Roberto Jorge Alexandre, que atuou na defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro, e um cidadão israelense identificado como ex‑oficial do serviço de inteligência de Israel, com histórico de registros fotográficos ao lado de autoridades como o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu.

Em outra ocorrência ocorrida no mesmo dia, um Learjet 60 caiu em Palm Beach, na Flórida, resultando na morte das nove pessoas a bordo. A aeronave havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas, e, aos 12h50 (horário local), impactou um bairro residencial próximo a uma avenida movimentada. O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou o número de vítimas. Áudios da comunicação com os controladores de tráfego aéreo, obtidos pelo site LiveATC, registraram a piloto relatando problemas com gelo e turbulência, declarando emergência e, pouco antes do impacto, afirmando: “Vamos bater no chão”. A tripulação também fez chamadas de socorro (“Mayday, Mayday”) e informou descidas de até 20 mil pés por minuto, chegando a uma taxa de 30 mil pés por minuto, velocidade que ultrapassa os limites de projeto da aeronave. Especialistas apontam que a formação de gelo e a turbulência podem ter contribuído para a queda, mas ressaltam que outros fatores ainda precisam ser analisados. A investigação ficará a cargo do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB).

No âmbito econômico, projeções para 2027 foram revisadas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Instituições financeiras elevaram suas estimativas de inflação e reduziram as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O Itaú passou a prever inflação de 6,1 % para o próximo ano, acima da projeção anterior de 4,6 %, e reduziu a estimativa de crescimento do PIB de 1,2 % para 0,5 %. O Daycoval elevou sua projeção de inflação de 4,2 % para 4,7 %, enquanto a Lifetime Investimentos trabalha com uma inflação superior a 5 %. O ASA prevê crescimento próximo de zero em 2027 e não descarta a possibilidade de recessão, dependendo da evolução das expectativas do mercado.

Entre os principais fatores apontados como pressões inflacionárias estão a alta do dólar, que avançou 9,17 % na semana seguinte à eleição; a possível extinção da escala 6×1, que pode elevar os custos de contratação; e os efeitos do fenômeno El Niño sobre a produção e os preços dos alimentos. Também são citados a implementação da reforma tributária, com alíquota da CBS superior ao esperado, e o aumento dos combustíveis, impulsionado pela manutenção do preço do petróleo acima de US$ 100 e pela retomada de impostos federais com o fim dos subsídios.

Investidores expressam preocupação quanto à política fiscal, temendo que o governo mantenha uma estratégia de aumento dos gastos públicos, o que poderia dificultar o controle da dívida e pressionar ainda mais os preços. A indefinição sobre o futuro ministro da Fazenda e os rumos da política econômica aumentam a cautela no mercado.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.