Na quinta‑feira (29), ocorreram episódios de destaque em diferentes esferas políticas e sociais ao redor do mundo.
Em Yerevan, a sessão do Parlamento da Armênia foi interrompida após uma briga entre deputados governistas e oposicionistas. Durante o debate sobre a escolha de um integrante da Câmara de Contas, parlamentares trocaram socos e chutes; o vice‑presidente da Casa chegou a arremessar uma cadeira contra membros da oposição. O deputado oposicionista Andranik Gevorgyan ficou com o nariz sangrando, e outro parlamentar teve as roupas rasgadas. A segurança do Parlamento foi acionada e a sessão foi suspensa.
No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, que condenações por lesão corporal contra a mulher podem tornar o condenado inelegível, por se enquadrarem na categoria de crimes contra a vida. A Corte também exigiu que o Congresso Nacional altere a legislação para incluir expressamente essa restrição. O julgamento tratou do recurso de João Francisco de Assis Neto, conhecido como Dr. João Neto, que pretendia disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas nas eleições de 2026; o recurso foi negado e a candidatura indeferida. O relator, ministro Dias Toffoli, afirmou que a decisão interpreta a lei já existente, enquanto outros ministros ressaltaram a relação entre agressões físicas contra mulheres e o risco de feminicídio. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva propôs que o TSE encaminhe um apelo à Câmara e ao Senado para atualizar a Lei de Inelegibilidades, tornando explícita a proibição de candidaturas de pessoas condenadas por violência contra a mulher. Um projeto com esse objetivo já tramita no Senado, mas permanece parado na Comissão de Constituição e Justiça desde maio de 2025. O ministro Kassio Nunes Marques destacou que a decisão representa um marco para a Justiça Eleitoral ao aplicar a legislação vigente antes de eventual atualização pelo Congresso.
Em Washington, autoridades dos Estados Unidos solicitaram ao senador Flávio Bolsonaro (PL) a retirada de um trecho de uma carta publicada nas redes sociais em que ele se apresentava como “presidente eleito”. Diplomatas avaliaram que a expressão poderia ser interpretada como reconhecimento do resultado eleitoral favorável ao senador, gerando desgaste diplomático com o governo brasileiro. Após a manifestação americana, Flávio Bolsonaro apagou a publicação original e divulgou nova versão substituindo “presidente eleito” por “líder do Brasil”. Aliados do senador caracterizaram a mudança como um simples ajuste de texto. Na carta, o senador agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina; afirmou estar em território americano com a família, em segurança, negou ter fugido do Brasil e alegou ser vítima de perseguição política. Também questionou a prorrogação do horário de votação no segundo turno, medida determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, e solicitada pelas campanhas de Lula e de Flávio diante de problemas de transporte e condições climáticas adversas. O TSE confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que terminou a disputa com 4,43 milhões de votos a mais que Flávio, e declarou que a eleição transcorreu com segurança e transparência, sem fraudes ou inconsistências que comprometessem o resultado; o PL reconheceu o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral.
Na capital potiguar, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) descartou risco de desabamento dos imóveis localizados na Ponta do Morcego, em Natal. Em coletiva de imprensa, o secretário Sérgio Pinheiro informou que engenheiros do órgão inspecionaram o local e constataram a total segurança dos estabelecimentos. Apesar da avaliação de segurança, a Semurb, em parceria com a Defesa Civil, instalará placas de alerta sobre riscos de desmoronamentos e deslizamentos em pontos da região e realizará ações educativas periódicas. O acesso à praia permanecerá liberado, e a sinalização servirá para alertar banhistas sobre os perigos de permanecer ou realizar atividades sobre pedras, cavernas e outras formações rochosas atingidas pela erosão.
Por fim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a eleição brasileira que reelegeram Luiz Inácio Lula da Silva, classificando o processo como uma “desgraça” e uma “vergonha”. Em declaração feita na mesma quinta‑feira, Trump afirmou que pretende conversar com o presidente eleito, mas evitou reconhecer formalmente o resultado.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
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