Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice‑presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), informou que pretende solicitar uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de ser mencionado como um dos possíveis alvos de um processo interno de afastamento de dirigentes da legenda.
A iniciativa de afastamento foi apresentada na última reunião da Executiva Nacional do PT, após conversas com Lula. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, defendeu a medida como parte de um plano de renovação partidária que, segundo ele, deve priorizar um projeto coletivo e a renovação da composição interna. Na mesma ocasião, foi sugerida a possibilidade de expulsão de membros que não se alinhem ao objetivo de renovação.
Edinho Silva também manifestou apoio à remoção de integrantes de uma ala interna conhecida como “centrão petista”, acusada de omissão durante a campanha de Lula. Com a aprovação de Lula, o presidente nacional propôs que dirigentes que se sintam desconfortáveis com a proposta deixem a sigla de forma voluntária, ao mesmo tempo em que deixou em aberto a possibilidade de expulsões.
Em coluna publicada recentemente, Quaquá criticou a postura de Edinho Silva, acusando-o de agir como se fosse proprietário do partido e de direcionar suas falas a setores da classe média, em vez de à base popular. O prefeito também sugeriu que a pressão sobre ele poderia ser uma retaliação pela intenção de disputar a liderança nacional do PT nas próximas eleições internas. “Vou pedir uma conversa com o presidente. Edinho sabe que pretendo concorrer ao comando do PT e quer transformar o partido em um negócio particular”, afirmou Quaquá, sem detalhar outras medidas que pretende adotar.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
