O vice‑presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, atribuiu à guerra no Irã a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça‑feira (3) deste mês. Em publicação nas redes sociais na quarta‑feira (4), Vance escreveu que o conflito foi “o motivo pelo qual perdemos”, citando a afirmação do presidente Donald Trump feita na noite anterior.

Em entrevista à Fox News, o presidente Trump reconheceu que o Irã teve participação no resultado eleitoral, e em declaração ao The Wall Street Journal afirmou que “o Irã foi um dos fatores”. Segundo Vance, pesquisas internas apontam que eleitores que apoiaram Trump em 2024 mudaram de lado em 2026 por insatisfação com a guerra, o custo de vida, a inflação, a política “America First” e a relação dos Estados Unidos com Israel. O vice‑presidente enfatizou que a perda não se deveu à baixa participação republicana, mas à migração de votos para os democratas, e concluiu que “todo mundo sabe por que perdemos”.

Conversas atribuídas ao ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registradas no livro *Banho de Sol* do ex‑carcereiro da Polícia Federal em Curitiba, Jorge Chastalo Filho, revelam críticas ao Supremo Tribunal Federal feitas durante os 580 dias em que Lula esteve preso. Segundo o relato, Lula teria chamado a ministra Cármen Lúcia de “falsa humilde” e manifestado “ódio muito grande” por ela, além de insultar o ministro Edson Fachin, referindo‑se a ele como “filho da puta”, e criticar o então ministro Luís Roberto Barroso, acusando‑o de ser advogado da Rede Globo. O ex‑presidente também teria expressado desconfiança em relação ao ministro Luiz Fux, que anulou autorização judicial para entrevista da imprensa com Lula, descrevendo‑o como “cachorro pidão”.

O livro indica que Lula demonstrava respeito apenas por Gilmar Mendes e Celso de Mello, usando a expressão “boi do cu branco” para caracterizar os demais magistrados que, em sua avaliação, evitavam decisões com repercussão negativa. Lula saiu da prisão em novembro de 2019 após mudança de entendimento do STF sobre a possibilidade de prisão antes do trânsito em julgado, retornou à Presidência em 2023 e, segundo o relato, passou a manter relações institucionais com os ministros, inclusive com Fachin. A coluna que divulgou os trechos procurou a assessoria de Lula e o STF, mas não obteve resposta até a publicação.

Em entrevista ao UOL News na quarta‑feira (4), o senador Rogério Carvalho (PT‑SE) afirmou que o Senado deve rejeitar propostas de redução ampla da maioridade penal e aprovar apenas a mudança restrita a crimes hediondos. Segundo Carvalho, duas emendas transformadas em propostas de emenda à Constituição (PECs) – uma que reduziria a idade para 16 anos em todos os crimes e outra que a fixaria em 14 anos, proposta pelo senador Rogério Marinho – deverão ser rejeitadas. O senador destacou que a proposta de Camilo Santana, que limita a redução da maioridade penal a crimes hediondos, afetaria cerca de 2 % dos casos, considerando a gravidade dos delitos.

Carvalho acrescentou que o relatório do Senado deverá prever regras para impedir que adolescentes de 16 a 18 anos submetidos à mudança sejam imediatamente misturados a presos adultos, prevendo período de transição e celas ou áreas separadas no sistema prisional.

O Ministério da Justiça, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, classificou por cinco anos como sigilosos os documentos utilizados na elaboração da Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu o funcionamento de plataformas de apostas no Brasil. O pedido de acesso, feito com base na Lei de Acesso à Informação, foi indeferido. O termo de classificação, assinado em 24 de setembro, um dia antes da edição da medida, foi firmado pelo secretário de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, que alegou que a divulgação poderia colocar em risco a vida, a segurança e a saúde da população, além de ameaçar a estabilidade financeira, econômica ou monetária do país. A MP, assinada pelo presidente Lula, atribui ao Ministério da Justiça a fiscalização de provedores de internet, lojas de aplicativos e sistemas operacionais para garantir a proibição das plataformas de apostas.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.