O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, por intermédio do aliado político Paulo Figueiredo, uma carta na qual se autodenominou “presidente eleito do Brasil” e utilizou um brasão da República que traz a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. O brasão, que data da Proclamação da República em 1889, continha a expressão que, historicamente, foi adotada como “batismo” do país, inspirada no nome completo dos Estados Unidos da América. O nome oficial “Estados Unidos do Brazil” foi alterado em 1967, durante a ditadura militar, quando a Constituição daquele ano passou a denominar a nação “República Federativa do Brasil”, nomenclatura mantida na Constituição de 1988.
A carta foi publicada inicialmente no X, antigo Twitter, e, minutos depois, a versão original foi apagada. Na sequência, Flávio Bolsonaro enviou uma nova versão do documento, também por meio de Paulo Figueiredo, contendo o brasão atual da República Federativa do Brasil. Na nova redação, o senador retirou a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”. A alteração ocorreu após sua chegada aos Estados Unidos e representa o primeiro pronunciamento público do candidato depois de deixar o país, tendo sido derrotado nas eleições presidenciais de 25 de outubro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na primeira versão, a carta iniciava dirigindo‑se aos brasileiros e à comunidade internacional como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na segunda, o termo “presidente eleito” foi substituído por “líder do Brasil” tanto na abertura quanto no décimo parágrafo; o restante do conteúdo permaneceu inalterado. Em paralelo à divulgação, Flávio Bolsonaro contestou o resultado da eleição, acusou instituições brasileiras de perseguição política e afirmou que conduzirá a oposição a partir do exterior.
A mudança de texto e a substituição do brasão foram realizadas poucos minutos após a publicação inicial, demonstrando a rápida reação do senador diante das críticas geradas pela autoproclamação e pelo uso do símbolo histórico. A versão corrigida permanece disponível, enquanto a primeira foi removida da rede social.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
