O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta‑feira que os democratas podem acabar por destruir o próprio partido caso decidam abrir um novo processo de impeachment contra ele. A declaração foi feita um dia após as eleições de meio de mandato, nas quais o Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Deputados e do Senado.
Em entrevista com jornalistas na Casa Branca, enquanto visitava as obras do novo salão de baile do Palácio, Trump respondeu a perguntas sobre a possibilidade de enfrentar um terceiro impeachment diante da maioria democrata nas duas casas. O presidente disse não se preocupar com a iniciativa e alegou que um impeachment seria “sem motivo” e poderia “destruir o Partido Democrata”. Ele acrescentou que o país atravessa um dos períodos mais bem‑sucedidos de sua história.
Trump também rejeitou a ideia de que a derrota dos republicanos nas eleições represente uma rejeição do povo americano ao seu governo. “Não vemos isso como um repúdio ao nosso governo”, declarou, ao referir‑se ao resultado eleitoral.
O presidente afirmou que pretende dialogar com os democratas quando os novos parlamentares assumirem seus cargos, em janeiro de 2027, mas advertiu que poderá usar o poder de veto para impedir a aprovação de medidas contrárias às suas políticas. “Provavelmente vou me dar bem com os democratas, a menos que eles queiram ser destrutivos. Mas tenho o poder do veto”, disse.
A possibilidade de um novo processo de impeachment ganhou força após a vitória democrata nas duas casas do Congresso. Com a maioria, a oposição poderá comandar comissões parlamentares, convocar integrantes do governo para prestar depoimentos e solicitar documentos relacionados às decisões da Casa Branca.
Em setembro, o líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, declarou que seu partido não descartava a abertura de um processo de impeachment contra Trump caso conquistasse o controle do Legislativo. “Não descartamos nenhuma possibilidade em relação ao impeachment”, afirmou em entrevista à emissora ABC.
Apesar da retórica, líderes democratas têm indicado que a prioridade inicial será investigar possíveis irregularidades no governo Trump e discutir medidas para reduzir o custo de vida dos americanos. Até o momento, a nova maioria não apresentou um plano formal para votar o impeachment do presidente.
Trump já enfrentou dois processos de impeachment durante seu primeiro mandato, em 2019 e 2021. No primeiro, foi acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso; no segundo, a acusação envolveu os atos de 6 de janeiro de 2021, quando manifestantes invadiram o Capitólio. Em ambas as ocasiões, o Senado o absolveu.
Segundo a Constituição dos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados pode aprovar um impeachment por maioria simples. A destituição do presidente, porém, depende de condenação por dois terços dos senadores presentes no julgamento, o que equivale a 67 votos.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
