O The Economist alertou, em análise publicada logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais, que o Brasil corre risco de enfrentar uma crise fiscal e uma recessão caso a condução da política econômica não seja alterada. Segundo a revista, o país combina gastos públicos elevados, juros reais em torno de 9 %, endividamento crescente e crescimento econômico fraco. O déficit orçamentário já ultrapassa 9 % do Produto Interno Bruto (PIB) e o Fundo Monetário Internacional projeta que a dívida pública atinja 97 % do PIB neste ano, acima dos 84 % registrados em 2022.
A publicação aponta que a pressão fiscal tem influenciado a política monetária, elevando o custo do crédito e dificultando investimentos de empresas e famílias. Para evitar a deterioração das contas públicas, o The Economist recomenda que o presidente Lula demonstre compromisso com a disciplina fiscal, começando pela escolha de um ministro da Fazenda que inspire confiança ao mercado e pela apresentação de um plano consistente de controle das contas.
Entre as medidas sugeridas estão a criação de limites para os gastos, a revisão de benefícios tributários concedidos a empresas e o controle do crescimento das despesas previdenciárias, sobretudo com aposentadorias de servidores públicos e militares. A revista também critica a promessa de ampliação de subsídios e políticas sociais sem fonte de financiamento sustentável, estimando que as novas iniciativas anunciadas pelo governo podem representar despesas equivalentes a cerca de 2 % do PIB até o final de 2027. A capacidade de reorganizar a política econômica, segundo a análise, será decisiva para recuperar a confiança dos investidores, estimular novos investimentos e impedir o agravamento do endividamento.
Em paralelo, projeções divulgadas por um ranking da Tax Foundation indicam que a reforma tributária em discussão pode elevar a alíquota padrão do imposto sobre o consumo no Brasil para mais de 30 %, ultrapassando as taxas praticadas nos países mais avançados. Na lista, a Hungria aparece com 27 %, seguida pela Finlândia (25,5 %) e pelos países nórdicos Dinamarca, Noruega e Suécia, todos com 25 %. Outros países europeus apresentam alíquotas entre 24 % e 22 %, enquanto Japão, Coreia do Sul e Austrália mantêm taxas de 10 %. A Suíça cobra 8,1 % e os Estados Unidos, que utilizam impostos sobre vendas em nível estadual e local, têm média de 7,5 %. O cálculo brasileiro considera a unificação de tributos federais, estaduais e municipais; o percentual definitivo dependerá da regulamentação e dos ajustes previstos na transição para o novo modelo.
Nos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio negou, em entrevista concedida neste sábado (31), que o governo norte‑americano tenha participado da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Rubio afirmou que o senador chegou ao país com visto já garantido e que o presidente dos EUA concedeu-lhe uma autorização especial de entrada, conhecida como “parole”, mas que nenhum órgão do governo dos EUA esteve envolvido nos arranjos para sua partida. A declaração foi feita após Jason Miller, funcionário da Casa Branca responsável pela comunicação, admitir que organizou o jato particular utilizado por Flávio Bolsonaro para chegar ao território americano.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil dois dias depois do resultado do segundo turno, viajou para os Estados Unidos e, na segunda‑feira (26), visitou o pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, foi informado pela Polícia Federal de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado o recolhimento de seus passaportes. O senador permanece fora do país enquanto o processo judicial segue em andamento.
Em Natal, a polícia militar prendeu na noite de sexta‑feira (30) o maquiador e cabeleireiro Pedro Souza, suspeito de tentar aplicar novamente um golpe em um restaurante local. De acordo com o estabelecimento, o suspeito já havia causado prejuízos de algumas centenas de reais em uma tentativa anterior e mantinha a prática como recorrente. O restaurante acionou as autoridades, que efetuaram a prisão em flagrante. O blog que divulgou o caso confirmou que a conduta não era isolada.
Com informações de Metrópoles.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
