A senadora Tereza Cristina (PP‑MS) confirmou que continuará concorrendo à presidência do Senado, apesar das tentativas de unificar a oposição em torno de um único candidato. A votação para o cargo está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Tereza, ex‑ministra da Agricultura, é apontada como uma terceira via na disputa, que tem como principais rivais o senador Rogério Marinho (PL‑RN), considerado representante da oposição, e o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), que busca a reeleição. A ex‑ministra pode atrair senadores de direita insatisfeitos com a candidatura de Marinho.
Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), enfrenta desgaste após declarações do filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro. A posição de Flávio, que enviou uma carta questionando o resultado das eleições, não conta com o apoio de todos os membros do PL, inclusive do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. O PL deve oficializar a candidatura de Marinho na quarta‑feira, 4 de novembro, e terá a maior bancada do Senado em 2027, pretendendo usar esse peso nas negociações pela presidência da Casa e pela composição da Mesa Diretora.
Na semana passada, Tereza Cristina e Rogério Marinho se encontraram para avaliar a possibilidade de concentrar o apoio da oposição em um único nome, mas as conversas não resultaram em acordo. Enquanto isso, a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, já declarou apoio à reeleição de Alcolumbre, embora a decisão enfrente resistência dentro da bancada. O senador eleito Guilherme Derrite (PP‑SP) anunciou nas redes sociais que não votará em Alcolumbre, contrariando a orientação partidária.
Alcolumbre, além do respaldo da federação, tem buscado ampliar sua base entre os partidos governistas. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais pode favorecer suas articulações. Entre as propostas incluídas na pauta da Casa estão medidas de interesse do governo, como o fim da escala de trabalho 6 × 1, parte das negociações para garantir apoio de senadores alinhados ao Executivo. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou em entrevista ao Poder360 que o partido pretende apoiar a reeleição de Alcolumbre.
Considerando as bancadas previstas para 2027, União Brasil e PP somam 12 senadores. O MDB e o PSB ainda não definiram posicionamento sobre a disputa. Para ser eleito, o candidato precisará de, no mínimo, 41 votos, caso todos os 81 senadores participem da votação. As negociações continuam em curso, mantendo a corrida aberta e incerta.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
