O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que pode avaliar a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030, após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) nas eleições de 2026 e sua saída do país. A declaração foi feita em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, publicada nesta quinta‑feira (29).
Em seu depoimento, Tarcísio destacou que a decisão dependerá da conjuntura política ao final de seu segundo mandato estadual. “Precisamos analisar o cenário atual. Quando eu concluir o segundo mandato, se tudo correr bem, a candidatura pode ser considerada, mas isso será avaliado em conjunto, não de forma individual”, disse o governador.
A menção a Tarcísio como possível sucessor de Jair Bolsonaro (PL) ganhou força depois que o ex‑presidente foi declarado inelegível e, posteriormente, preso. O nome recebeu apoio de lideranças do Centrão, como o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Entretanto, a disputa foi encerrada quando Bolsonaro optou por seu filho mais velho, Flávio, como candidato.
Tarcísio, que buscou a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, venceu o primeiro turno com 62,65 % dos votos, totalizando 14.491.874 votos. No segundo turno presidencial, Flávio Bolsonaro recebeu 14.139.178 votos, 352.696 a menos que o total obtido por Tarcísio na corrida estadual. No mesmo turno, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, acumulou 12.119.274 votos, número 3.695.618 superior ao que Fernando Haddad (PT) obteve na eleição para governador de São Paulo, que foi de 8.423.656 votos.
Entre o primeiro e o segundo turno, o comparecimento eleitoral aumentou em 970.133 eleitores. A queda nos votos em branco e nulos fez com que o total de votos válidos crescesse em 3.127.939.
Sobre a situação de Flávio Bolsonaro, Tarcísio ressaltou a necessidade de respeitar o resultado das urnas. “Não cabe contestar a decisão dos eleitores. Somos democratas e o veredicto das urnas é soberano. Cabe agora exercer uma oposição responsável e cobrar o governo”, afirmou.
Flávio Bolsonaro deixou o país após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinar a entrega de seu passaporte. Seu paradeiro ficou desconhecido a partir de segunda‑feira (26), mas imagens divulgadas na quarta‑feira (28) mostraram sua chegada ao aeroporto executivo de Opa‑Locka, em Miami. Na noite seguinte, o senador enviou duas versões de uma carta aos apoiadores: na primeira se autodenominou “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e, na segunda, “líder do Brasil”. Ambas as mensagens alegam fraude eleitoral, citando a extensão do horário de votação e suposto uso da máquina pública por Lula para fins eleitorais.
Tarcísio rejeitou a tese de fraude, mas avaliou que a derrota de Flávio se deveu ao “pacote de gastos excessivos” realizado por Lula na reta final da campanha, o que, segundo o governador, teria “enganado o cidadão”.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
