A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, nesta quinta‑feira (29), um jovem de 18 anos apontado como principal suspeito do homicídio do professor de futebol Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos, desaparecido em julho na Zona Norte de Natal. O suspeito, considerado possível líder de um grupo criminoso, foi localizado em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, após permanecer foragido da Justiça. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária; os policiais apreenderam ainda um aparelho celular que será analisado para subsidiar as investigações. O detido foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e permanecerá à disposição da Justiça.

Daniel Silva de Oliveira desapareceu no dia 26 de julho, ao sair de sua residência no bairro Nossa Senhora da Apresentação, Zona Norte da capital. Segundo relato da família à polícia, homens invadiram o imóvel, levaram aparelhos de televisão e retiraram o professor da casa.

O desaparecimento mobilizou familiares, alunos e moradores da região. No dia seguinte, manifestantes bloquearam a Avenida Boa Sorte, importante via da Zona Norte, por mais de duas horas, incendiando pneus e restos de sofá para cobrar respostas das autoridades.

Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso passou a ser investigado como crime após diligências policiais identificarem indícios de que Daniel havia sido levado contra a própria vontade. Os investigadores reuniram elementos que apontavam para restrição da liberdade, homicídio e ocultação de cadáver.

O corpo da vítima foi encontrado em 19 de agosto, em uma área de matagal no bairro Lagoa Azul, também na Zona Norte de Natal. O professor apresentava as mãos amarradas e ferimentos causados por disparos de arma de fogo. Devido ao estado avançado de decomposição, não foi possível realizar o reconhecimento visual.

A identificação foi confirmada pela Polícia Científica por meio de exame de impressões digitais, após a recuperação e o tratamento de um dos dedos da vítima. “Recuperamos um dos dedos e realizamos o tratamento necessário para conseguir fazer a identificação pela impressão digital por meio do confronto com o prontuário civil em vida”, explicou a agente papiloscopista Geovana Medeiros, acrescentando que o procedimento dispensou a necessidade de análise de DNA e permitiu que a família obtivesse a resposta esperada.

Com a confirmação da morte, o caso, inicialmente acompanhado pela Delegacia de Desaparecidos, vinculada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, foi transferido para a Delegacia de Homicídios da Zona Norte.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou dois suspeitos de envolvimento no crime. O primeiro, também de 18 anos, foi preso em 15 de setembro, sob suspeita de ter atuado como facilitador da ação criminosa. O segundo, preso nesta quinta‑feira, é apontado como o principal suspeito do homicídio e havia sido considerado foragido nas primeiras diligências.

Com a nova prisão, ambos os suspeitos permanecem detidos enquanto a polícia prossegue para esclarecer as circunstâncias do homicídio e a participação de cada investigado. A Polícia Civil orienta que denúncias e informações que possam contribuir com as investigações sejam repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.