O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado que o governo norte‑americano não prestou nenhum tipo de assistência ou facilitou a entrada de Flávio Bolsonaro, candidato derrotado nas eleições presidenciais brasileiras, nos Estados Unidos. Em coletiva de imprensa, o alto funcionário negou envolvimento direto nas movimentações do político, embora tenha ressaltado que a chegada foi viabilizada por ordem direta do ex‑presidente Donald Trump.
Rubio declarou que “não facilitamos em nada” e que a informação de que Bolsonaro já dispunha de visto garantido chegou ao governo antes da decisão do presidente de autorizar sua entrada no país. O secretário acrescentou que a permissão foi tomada pessoalmente por Trump.
Flávio Bolsonaro, acompanhada da esposa e de uma filha, chegou a Miami na última quarta‑feira e passou pelos procedimentos de controle migratório sem impedimentos. Segundo registros da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), o grupo não utilizou um visto convencional, mas recebeu uma autorização condicional que permite a permanência no território americano por até um ano.
A autorização concedida foi a chamada “Discretionary Parole”, categoria DT, emitida pelo Departamento de Segurança Interna. Trata‑se de um mecanismo temporário, normalmente aplicado em situações específicas ou emergências humanitárias, que autoriza a entrada e a estadia no país, mas não constitui admissão formal pelo sistema de imigração dos Estados Unidos.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
