O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta‑feira (30) que decidiu deixar o Brasil em conjunto com a esposa, sem comunicar a ninguém, e que nenhum indivíduo deve ser responsabilizado pela saída. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o parlamentar declarou que a decisão foi tomada a dois, “sem que ninguém soubesse, até porque se soubesse a chance de dar errado seria maior”, e pediu que não se “apontasse o dedo para ninguém”.

A partida do senador foi confirmada na manhã de quarta‑feira (28), quando ele chegou aos Estados Unidos. Na terça‑feira anterior (27), circulavam informações falsas sobre seu paradeiro; essas informações foram atribuídas a pessoas ligadas à família Bolsonaro e a fontes relacionadas ao governo de Donald Trump.

Filho mais velho do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio negou que tenha fugido do país após a derrota na eleição presidencial de 2022. Ele explicou que a mudança para o exterior tem como objetivo atuar como “uma voz um pouco mais ativa ainda de todos vocês”, permitindo‑lhe dizer “coisas que eu não poderia falar se eu falasse no Brasil”, e evitando o que descreveu como perseguição e censura.

Em sua fala, o senador comparou a situação atual à de seu pai, que também se mudou para os Estados Unidos depois de perder a eleição de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio ressaltou que, permanecendo no Brasil, teria “menos espaço para me manifestar” e poderia tornar‑se “mais uma voz calada e censurada”.

O parlamentar declarou ainda que pretende continuar atuando politicamente nos Estados Unidos e não descartou a possibilidade de concorrer novamente à Presidência da República. “Qualquer coisa que aconteça eu vou estar aqui, pronto, inclusive se for preciso para disputar a Presidência da República de novo”, concluiu.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 98 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.