Senador Rogério Marinho (PL‑RN) afirmou nesta quarta‑feira, 4 de novembro, que, se eleito presidente do Senado, vai “destravar” a votação de projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita durante o lançamento de sua candidatura ao comando da Casa, quando o parlamentar destacou que a Presidência do Congresso permitirá colocar a proposta em pauta e criticou pressões e constrangimentos que, segundo ele, recaem sobre parlamentares.
Marinho ressaltou que o Senado da República tem a função de “fazer valer a Constituição, que foi aviltada”, e que a inviolabilidade do mandato parlamentar não é “um tema qualquer”. Ele afirmou que a medida visa proteger o parlamentar de perseguição, pressão e chantagem, permitindo que exerça seu mandato com “altivez” e expresse o sentimento de seus eleitores.
Em discurso sobre a democracia representativa, o senador declarou que, quando parlamentares se sentem amedrontados para falar, “não estamos numa democracia plena, estamos numa democracia relativa”. Segundo ele, a força, o voto e a influência do Senado seriam usados para “restabelecer plenamente a democracia no nosso país”.
Ao abordar a condução da Casa, Marinho garantiu que, caso assuma a Presidência, respeitará a proporcionalidade e a dissidência, afirmando que “somos democratas, respeitamos quem pensa diferente, queremos diálogo e debate, não desumanizamos nem desqualificamos nossos adversários”.
O parlamentar também apontou que a investidura da Presidência do Congresso Nacional seria o mecanismo para “destravar a pauta” e permitir que o projeto de anistia, que beneficia quem foi “vitimado pela prisão de oito de janeiro”, seja apreciado livremente pelos senadores e deputados, sem “coação de outros Poderes, chantagem ou extorsão”.
Rogério Marinho, senador pelo Rio Grande do Norte desde 1º de fevereiro de 2023, já ocupou cargos de ministro do Desenvolvimento Regional e secretário especial de Previdência e Trabalho no governo do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele concorrerá à presidência do Senado em 1º de fevereiro de 2027, disputando a vaga com o atual presidente Davi Alcolumbre (União‑AP).
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
