Senador Rogério Marinho (PL‑RN) afirmou que defenderá a divulgação pública dos votos dos parlamentares de direita na eleição para a Presidência do Senado, prevista para fevereiro, quando a Casa retomar as atividades legislativas.
Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), tornou‑se o principal opositor à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União‑AP) após a vitória expressiva do PL nas eleições estaduais, que resultou na escolha de 19 senadores e garantiu ao partido uma bancada de 29 membros no Senado, uma das maiores da história democrática do país.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o senador declarou: “Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbe”.
Alcolumbre, que assumiu a presidência da Casa Alta em 2023, passou a articular apoio de partidos de centro após a virada de Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Sua gestão tem sido criticada pela direita, sobretudo pela proteção concedida a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), alvos de pedidos de impeachment no Senado.
Marinho justifica a defesa do voto aberto como forma de impedir que senadores eleitos com a bandeira de combate aos excessos do STF apoiem o atual presidente da Casa.
Para alcançar a maioria necessária – 41 votos dos 81 senadores – o candidato conta não apenas com os 29 votos do PL, mas também com o apoio de parlamentares de siglas da direita e da centro‑direita.
A disputa pode dividir bancadas de partidos como União Brasil e Partido Progressista (PP), que compõem a federação União Progressista. A direção da federação anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre, porém integrantes do PP já se posicionaram contrariamente.
A senadora Tereza Cristina (PP‑MS) também pretende concorrer à Presidência do Senado em fevereiro, acrescentando mais um candidato ao pleito.
A votação, que marcará a primeira escolha de liderança após a retomada dos trabalhos, deverá revelar a capacidade de articulação da bancada de direita e definir a direção política da Câmara Alta nos próximos anos.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
