O Rio Grande do Norte registrou 3.870 amputações nos últimos quatro anos, de acordo com a Plataforma Regula Vascular, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública. O volume de procedimentos evidencia a gravidade das complicações associadas ao diabetes, doença que, no Brasil, afeta mais de 16 milhões de pessoas, cerca de 7 % da população.

Do total de amputações, 1.865 foram de dedos, 11 envolveram mão e punho, 1.396 corresponderam a membros inferiores e 598 foram de pé e tarso. Esses números refletem o impacto das lesões vasculares e metabólicas que podem surgir quando o diabetes não é diagnosticado ou controlado adequadamente.

A condição crônica está entre os principais desafios de saúde pública no país, pois pode desencadear doenças cardiovasculares, nefropatia diabética, problemas de visão, alterações neurológicas e lesões que evoluem para amputações. Além disso, o diabetes aumenta o risco de morte prematura.

Entre as complicações mais críticas estão a retinopatia diabética, responsável por grande parte dos casos de cegueira em adultos em idade produtiva, e a doença renal decorrente do diabetes, que representa a segunda causa nacional de insuficiência renal que requer terapia de substituição, respondendo por aproximadamente 32 % dos casos.

Em resposta ao cenário, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM‑RN) intensificou, ao longo de novembro, ações de conscientização sobre a doença. A campanha enfatiza a necessidade de informação, prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento.

O Sistema Único de Saúde oferece acompanhamento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde, bem como medicamentos e insumos para medição e controle da glicemia, essenciais ao manejo da condição.

Para a endocrinologista Dra. Anna Karina, presidente da SBEM‑RN, ampliar o conhecimento da população é fundamental. “Nosso objetivo é alertar a população para o diagnóstico precoce e o controle adequado do diabetes, evitando complicações que podem ser graves e até fatais. Os números de amputações no nosso estado são preocupantes e mostram como precisamos fortalecer a conscientização. O controle adequado da doença sob orientação médica, de preferência do endocrinologista, aliado a um acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, cardiologista, nefrologista, oftalmologista e angiologista possibilita um tratamento integral do diabetes, que é uma doença multisistêmica, ou seja, atinge vários órgãos e sistemas”, afirmou.

Como parte da programação do “Novembro Diabetes Azul”, a SBEM‑RN realizará, no dia 7 de novembro, sábado, das 7h30 às 12h, na sede da Associação Médica do RN, a segunda edição da Oficina para Pacientes com Diabetes Tipo 1. O evento tem como finalidade criar um ambiente de acolhimento, aprendizado e troca de experiências entre quem convive com a forma mais jovem da doença.

A programação inclui palestras e orientações de profissionais de diferentes áreas, abordando temas como o uso de bombas de insulina, monitoramento contínuo da glicose, acompanhamento psicológico e nutricional. A proposta é ampliar o conhecimento e a autonomia dos participantes, oferecendo ferramentas que contribuam para um melhor controle da doença e maior qualidade de vida.

As inscrições podem ser feitas por meio do perfil da SBEM‑RN no Instagram, @sbemrn.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.