O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, iniciou hoje uma série de reuniões com representantes do Centrão para definir a composição dos ministérios do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Partidos integrantes do bloco, como o União Brasil e o Partido Progressista (PP), enviaram ao Palácio do Planalto solicitações para ocupar, no mínimo, três pastas: duas destinadas ao União Brasil e uma ao PP. A proposta remete ao início do terceiro mandato de Lula, quando o União Brasil recebeu uma pasta indicada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e outra pelos deputados.
Emissários do União Brasil declararam a intenção de manter ao menos o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, além de pleitear mais uma pasta. O PP, por sua vez, busca a chefia do Ministério da Saúde, apontando o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), que ocupou o cargo no governo de Michel Temer, como referência para a indicação.
O presidente Lula tem sinalizado que a participação dos dois partidos no governo dependerá da garantia de votos no Congresso. No terceiro mandato, União Brasil e PP tiveram representantes em ministérios, porém suas bancadas não votaram integralmente em alinhamento com o governo.
Na pasta econômica, o Ministério da Fazenda ainda não tem nome definido. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), figura entre os nomes cogitados, mas negou ter mantido qualquer conversa com Lula sobre o cargo. Em publicação no X, Fonteles afirmou: “Nunca tratei com o presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”.
O senador e ex‑ministro Camilo Santana (PT‑CE) também é mencionado como possível candidato à Casa Civil. No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT) consta na lista do Planalto para assumir um ministério da área social.
Lula deve tomar posse para o novo mandato em 5 de janeiro de 2027, data que marca o início das negociações finais para a formação do governo.
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