Romer Saucedo, presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Bolívia, deixou o país nesta quinta‑feira (5) após a emissão de um mandado de prisão que o acusa de envolvimento com o tráfico de drogas. O Ministério Público boliviano informou que solicitará à Interpol a abertura de um alerta internacional para localizar o magistrado.
A medida ocorre em meio a uma série de prisões que vêm sendo realizadas desde outubro entre membros do Poder Judiciário boliviano, também suspeitos de ligações com o narcotráfico. Entre os casos mais divulgados está o do procurador‑geral Roger Mariaca, detido em Santa Cruz de la Sierra sob a acusação de manter contato com organizações criminosas e de usar a função pública para beneficiá‑las. A prisão de Mariaca aconteceu dois dias depois de os Estados Unidos revogarem os vistos de ele e de outras autoridades latino‑americanas, citando suspeitas de corrupção e vínculos com o tráfico de entorpecentes.
Em publicação no X, Saucedo afirmou que está sendo alvo de perseguição política por parte do governo de Rodrigo Paz e que saiu do país acompanhado de sua família, alegando que “vão forjar provas para me desacreditar”. O magistrado também denunciou “tentativas de perseguição e intimidação” por parte do Executivo.
Na mesma operação, o promotor municipal Alberto Zeballos foi detido, elevando o número de presos para 14, conforme dados do governo boliviano. O ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, declarou que a investigação permitiu desmantelar “uma organização criminosa infiltrada no sistema de Justiça e no Ministério Público”, cujo objetivo seria “incentivar e proteger o narcoterrorismo no país”. As acusações ainda precisam ser analisadas pelo devido processo legal e incluem lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e tráfico de substâncias controladas.
Um dos elementos que chamou a atenção das autoridades foi a apreensão de uma grande quantia em dinheiro dentro de uma ambulância que havia deixado um imóvel associado a Mariaca durante a madrugada. Quatro pessoas foram detidas no veículo enquanto transportavam bolsas e pacotes contendo 3.532.100 bolivianos e 10 mil dólares. O Ministério Público informou que investigará a origem dos recursos e se os responsáveis pelo transporte conseguirão comprovar legalmente a procedência do dinheiro, que permanece sob custódia oficial enquanto prossegue a investigação.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
