Nesta quarta‑feira, 4 de novembro de 2026, a Prefeitura de Natal deu início à sessão pública da licitação que pretende conceder a operação do transporte coletivo da capital por 15 anos. Sete empresas apresentaram propostas para participar da concorrência, que tem como objetivo ampliar o sistema de 54 para 85 linhas, elevar em 74 % o número diário de viagens e reduzir o tempo médio de espera nas paradas para 12 minutos.
A abertura da sessão marcou o começo da fase de recebimento dos documentos de habilitação e das propostas econômicas das empresas interessadas. O edital, publicado em 4 de agosto, foi elaborado após audiências públicas e a coleta de mais de 1.800 contribuições da população. A licitação está dividida em dois lotes, correspondentes a diferentes áreas da cidade.
Segundo o secretário adjunto de Trânsito de Natal, Newton Filho, cada empresa deve entregar dois envelopes: um contendo a documentação que comprova a capacidade técnica para operar o serviço e outro com a proposta econômica, que indica o valor que a empresa pretende receber pelo contrato, estabelecido a partir de um valor preestabelecido pela Prefeitura. “É na sessão de hoje que quem tem interesse em operar o serviço comparece, entrega dois envelopes. Um envelope com toda a documentação que comprova a capacidade técnica da empresa, que tem condição de atender o serviço conforme a Prefeitura está exigindo no edital. E o outro envelope com a proposta econômica, por quanto ela vai realizar aquele serviço a partir de um valor preestabelecido pela própria Prefeitura”, explicou Newton Filho.
O procedimento adotado será de inversão de fases. Primeiro, a Comissão Especial de Licitação analisará a documentação de habilitação; somente as empresas que comprovarem capacidade técnica avançarão para a avaliação das propostas econômicas, que ocorrerá em nova sessão pública. O critério de julgamento será a menor tarifa de remuneração ofertada para cada lote, valor que corresponde ao pagamento que a Prefeitura fará às empresas e não à tarifa cobrada dos passageiros. Assim, a disputa entre as concorrentes não altera diretamente o preço da passagem.
Após a escolha das propostas vencedoras, o processo seguirá para as etapas de adjudicação, homologação e assinatura dos contratos. A administração municipal espera concluir a contratação até o final deste ano, embora o prazo dependa do andamento da concorrência.
A licitação representa uma nova tentativa de regularizar a concessão do transporte coletivo de Natal. Newton Filho destacou que os contratos anteriores tiveram origem na década de 1980 e foram prorrogados por decisões judiciais. O município também enfrentou duas licitações sem interessados, além de discussões judiciais e legislativas que prolongaram o processo.
Entre as mudanças previstas no edital, a ampliação do número diário de viagens deve passar de pouco mais de 1.800 para 3.146, um crescimento de aproximadamente 74 %. O número de linhas aumentará de 54 para 85, com a inclusão de 31 novas rotas. A meta é reduzir uma das principais reclamações dos usuários – o tempo de espera nas paradas. O edital estabelece intervalo médio de 12 minutos nos dias úteis e tempo máximo de 30 minutos entre as passagens dos veículos. “Acho que a maior reclamação da população é chegar na parada e ter que esperar 30, 40 minutos, pessoas que relatam até uma hora de espera”, afirmou o secretário adjunto. Os intervalos variam conforme a demanda de cada linha; algumas terão ônibus a cada quatro ou cinco minutos, enquanto outras contarão com intervalos de cerca de 18 minutos, mantendo a média geral de 12 minutos.
A renovação da frota também integra as exigências da concessão. Atualmente, a idade média dos ônibus em circulação ultrapassa dez anos; a nova operação pretende reduzir essa média para seis anos. A implantação gradual de ar‑condicionado nos veículos está prevista, com os ônibus novos incorporados ao sistema a partir do primeiro ano de concessão devendo contar com o equipamento. A expectativa é que toda a frota esteja climatizada até o término dos contratos, após 15 anos.
Além da climatização, o edital contempla a instalação de tecnologias embarcadas, incluindo acesso à internet por Wi‑Fi nos ônibus. As exigências deverão ser cumpridas pelas empresas selecionadas conforme as condições estabelecidas nos contratos.
A sessão pública foi conduzida pela Comissão Especial de Licitação, vinculada à estrutura de compras da Secretaria Municipal de Administração, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, responsável pelo planejamento do sistema. A concorrência foi identificada como nº 11.001/2026, vinculada ao processo administrativo da STTU nº 2026‑021‑5272.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
