Nesta sexta‑feira (30), o Porto de Natal realizou o segundo embarque de gado vivo da sua história, enviando 3.983 animais ao Egito. O primeiro carregamento, de 2.700 cabeças, partiu na quarta‑feira (28) com destino à Arábia Saudita, marcando o início das exportações de animais vivos pelo terminal após quatro anos de articulações e a habilitação concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 17 de junho. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) estima que a operação possa movimentar cerca de R$ 24 milhões na economia potiguar.
A atividade resulta de parceria entre a Codern, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape‑RN), o Ministério da Agricultura, a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e empresas exportadoras. Paulo Sidney Gomes Silva, diretor técnico e comercial da Codern, afirmou que a operação abre “uma nova frente de negócios para o terminal, com responsabilidade ambiental, segurança sanitária e respeito ao bem‑estar animal”, e que fortalece a pecuária do estado, inclusive a agricultura familiar, gerando novas oportunidades econômicas.
A Codern trabalha para consolidar Natal como alternativa logística para a exportação de animais vivos, com novas movimentações previstas para dezembro. O secretário estadual da Agricultura, Guilherme Saldanha, destacou que a iniciativa pode ampliar oportunidades para a pecuária potiguar, incluindo pequenos produtores. No primeiro embarque, 14 criadores de menor escala forneceram animais, e a expectativa é que operações subsequentes estimulem a participação de mais pecuaristas e movimentem setores como transporte rodoviário e serviços portuários.
Antes do embarque, os animais passam por quarentena em estabelecimentos de pré‑embarque e devem cumprir as exigências sanitárias dos países importadores. No porto, são transferidos diretamente dos caminhões para os navios, seguindo protocolos de transporte e bem‑estar animal.
Saldanha avaliou que a atividade tem potencial de ganhar escala e gerar receitas expressivas para o estado. Segundo ele, se o Rio Grande do Norte conquistar 15 % de participação em um mercado nacional de duas milhões de cabeças exportadas por ano, a movimentação econômica poderia chegar a R$ 1,5 bilhão anuais.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
