O Porto de Natal embarcou 2,7 mil bois vivos com destino à Arábia Saudita na quarta‑feira (28), em operação estimada em R$ 20 milhões. A exportação foi coordenada pelo Governo do Rio Grande do Norte, pela administração do porto e contou com a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, afirmou que a iniciativa abre novas possibilidades para produtores rurais e pecuaristas do estado, destacando que “isso é desenvolvimento de verdade: mais emprego, mais renda e mais oportunidade para o nosso povo”.
Segundo a secretaria, a atividade deve gerar reflexos positivos nos setores de transporte rodoviário e nos serviços portuários, além de beneficiar tanto pequenos produtores que comercializam animais quanto pecuaristas que trabalham com a criação de bezerros.
O governo não divulgou quanto da movimentação financeira estimada corresponde diretamente à produção potiguar nem quantos produtores participaram da operação.
O embarque exigiu procedimentos sanitários e operacionais específicos para o transporte marítimo de animais vivos. Entre as medidas adotadas, foram preparadas camas no espaço destinado aos bois, utilizando palha de arroz e bagaço de cana‑de‑açúcar. Na véspera da operação, equipes do Ministério da Agricultura estiveram no porto para cumprir as exigências de liberação da carga, e foram habilitados tanto o porto quanto as fazendas responsáveis pela quarentena dos animais, conforme as normas sanitárias e regulatórias vigentes.
Até o momento, não há previsão de novas exportações desse tipo a partir do Porto de Natal.
A exportação de gado vivo no Brasil registrou crescimento de 5,53% em 2025, atingindo um novo recorde de volume, o que contextualiza a operação realizada no estado.
A atividade tem sido alvo de críticas de organizações de proteção animal. Em julho, a ONG Mercy For Animals pediu que a exportação não fosse iniciada no Rio Grande do Norte, apontando riscos ao bem‑estar dos animais durante as viagens marítimas, como exposição ao calor, estresse, falta de espaço e contato prolongado com dejetos.
Em resposta, o Governo do Estado e a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) defenderam a operação, afirmando que as exportações seguem as normas sanitárias e os protocolos de bem‑estar animal estabelecidos pelo Ministério da Agricultura.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de G1 RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
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