Eleitores dos Estados Unidos viram novamente nas campanhas da terça‑feira (3) os símbolos mais reconhecidos da política nacional: o burro, associado ao Partido Democrata, e o elefante, ligado ao Partido Republicano. Os animais aparecem em materiais de campanha, charges e na cobertura da imprensa eleitoral, reforçando a tradição que remonta ao século XIX.
A origem do burro como referência ao Democrata data de 1828, quando o candidato Andrew Jackson enfrentou John Quincy Adams na disputa presidencial. Durante a campanha, opositores passaram a chamar Jackson de “jackass”, termo que pode significar “burro” ou “idiota”. Em vez de rejeitar o insulto, Jackson adotou a imagem do animal, vinculando‑a a atributos de determinação e resistência e inserindo‑a em sua propaganda. Jackson venceu a eleição, tornando‑se o primeiro presidente democrata, e a associação entre o burro e o partido permaneceu nas disputas políticas subsequentes.
O elefante começou a aparecer em 1864, no contexto da campanha de reeleição de Abraham Lincoln. O jornal *Father Abraham*, favorável ao presidente, publicou uma ilustração de um elefante segurando uma faixa para celebrar vitórias das forças da União na Guerra Civil. Na mesma época, soldados usavam a expressão “ver o elefante” para se referir à experiência de combate. Em outubro daquele ano, o animal foi novamente usado em ilustração do jornal para comemorar conquistas republicanas em eleições estaduais, embora ainda não estivesse consolidado como símbolo do partido.
A consolidação do elefante como emblema republicano ocorreu em 1874, quando o cartunista Thomas Nast publicou uma charge na revista *Harper’s Weekly*. Na imagem, o elefante representava eleitores republicanos assustados com a possibilidade de o presidente Ulysses S. Grant, também republicano, concorrer a um terceiro mandato, situação que poderia favorecer os democratas. Nast já havia usado um burro em 1870 para criticar jornais ligados aos democratas e, nos anos seguintes, continuou a empregar ambos os animais em suas caricaturas, reforçando a associação dos bichos aos respectivos partidos.
O Museu Nacional de História Americana registra que as ilustrações de Nast tiveram papel decisivo na popularização desses símbolos. Com o tempo, o elefante foi adotado oficialmente como emblema do Partido Republicano, enquanto o burro passou a ser associado de forma constante ao Partido Democrata, embora nunca tenha sido escolhido oficialmente como símbolo ou mascote pelo partido. As eleições de meio de mandato de 2026, portanto, reavivaram a presença desses ícones históricos na arena política americana.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
