A Prefeitura de Natal proibiu o acesso de banhistas às formações rochosas da Ponta do Morcego, situada entre as praias de Areia Preta e Praia do Meio, na zona leste da capital. A medida foi adotada após vistoria técnica que identificou risco de desmoronamento na área, decorrente do processo contínuo de erosão provocado pelo avanço do mar.

A interdição entrou em vigor na sexta‑feira, 30 de outubro, com a instalação de placas de sinalização nas proximidades da parede rochosa. A pasta municipal não informou a aplicação de penalidades para quem desrespeitar a proibição, mas manteve liberado o uso da praia para banho e demais atividades. O acesso a imóveis e estabelecimentos localizados no topo da Ponta do Morcego permanece permitido, segundo a administração municipal.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Sérgio Pinheiro, explicou que as placas têm o objetivo de impedir que banhistas se aproximem da formação rochosa, evitando o deslocamento de pedras ou a entrada em cavernas que já apresentam sinais de erosão. “A única coisa que deve ser evitada é a proximidade do banhista dessa formação rochosa para evitar o deslocamento de alguma pedra ou que ele entre nas cavernas que possam ter algum tipo de erosão”, afirmou.

Nas bases das rochas, a força das ondas gerou cavidades e cavernas que avançam para o interior da estrutura. Em alguns trechos, o que antes era uma parede sólida agora apresenta grandes vazios. O geógrafo José Petronilo alertou que o risco de acidentes é iminente, pois a água está diluindo os minerais e ampliando as cavidades, podendo provocar deslizamentos a qualquer momento.

A situação foi objeto de fiscalização conjunta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Paralelamente, engenheiros civis avaliaram as edificações situadas no topo e ao redor da Ponta do Morcego. O engenheiro Eduardo Nogueira constatou que, no momento da vistoria, os imóveis permanecem estáveis e sem risco imediato, mas ressaltou que a continuação da erosão pode, no futuro, comprometer a segurança das construções se não forem adotadas medidas preventivas.

A Prefeitura informou que continuará monitorando o desgaste da formação rochosa, acompanhando o impacto das marés e buscando soluções definitivas de contenção para o trecho.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de G1 RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.