Deputada estadual Ana Campagnolo (PL), a candidata mais votada nas eleições de 2026 com 387 523 votos – 9,04 % dos válidos – deve assumir a presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) em 2028. A expectativa decorre de um acordo firmado com o governador Jorginho Mello (PL), que reuniu os parlamentares eleitos para consolidar a base governista no segundo mandato estadual.
O PL garantiu 16 cadeiras na nova legislatura, e o governador conta ainda com o apoio de seis parlamentares eleitos pelos partidos Novo, Podemos e Republicanos, integrantes da coligação que o reelegeu. Com 22 nomes alinhados, a base governista soma maioria na Casa, que tem 40 deputados.
A sigla afirmou que não abrirá mão da presidência do Legislativo em razão do resultado eleitoral, mas manterá a tradição da Alesc de dividir o comando entre três presidentes ao longo dos quatro anos de mandato, ainda que o período de exercício seja de dois anos.
Camilo Martins (PL), ex‑prefeito de Palhoça, foi reeleito deputado com 63 933 votos e foi indicado pelo grupo governista para presidir a Assembleia a partir de fevereiro. Tradicionalmente, a disputa conta com uma única chapa; a projeção é de que Martins renuncie em 2028, permitindo que Campagnolo assuma o cargo. Caso confirmada, ela repetirá a marca de Ana Paula Lima (PT), primeira mulher a presidir a Alesc entre 2007 e 2008. Campagnolo ainda poderá concorrer à reeleição para o biênio 2029‑2030.
Outro nome cogitado para a presidência era o deputado Fernando Krelling (MDB), mas sua influência diminuiu após a ruptura entre o MDB e o governador.
Nas eleições de 2026, Campagnolo superou seu próprio recorde de 196 571 votos obtido em 2022, consolidando-se como a parlamentar mais votada do país. Em entrevista, a deputada descreveu-se como “influenciadora política” e destacou que seus 2,7 milhões de seguidores no Instagram refletem o trabalho desenvolvido no parlamento, não o contrário. Ela citou a publicação de seis livros e oito anos de atuação legislativa como fatores que impulsionam sua presença nas redes.
Campagnolo atribuiu seu desempenho eleitoral à ampla base política estadual, que inclui cerca de 80 vereadores, parcerias com prefeitos e articuladores em diversas administrações municipais. Ela ressaltou a construção de alianças ao longo de seis anos, oferecendo apoio jurídico, sugestões a projetos de lei e emendas que beneficiam associações e entidades locais.
Sobre o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), a deputada afirmou estar honrada pela colaboração, descrevendo-o como “o futuro da direita”. Segundo ela, a parceria decorre de amizade e valores compartilhados, não sendo determinante para o resultado das eleições.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
