Senador Rogério Marinho (PL‑RN) oficializou nesta quarta‑feira (4) a candidatura à presidência do Senado em 2027, apontando a necessidade de reunir os 41 votos exigidos para derrotar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP). O parlamentar conta com o apoio do Novo, que tem três senadores, e busca ampliar a base de sustentação com parlamentares de Republicanos, PP, MDB, Podemos e PSD, além de contar com a coesão das bancadas do PL e do Novo e com eventuais dissidências nas demais siglas.
Em reunião interna do partido, Marinho recordou a derrota nas eleições para a presidência do Senado em 2023, contra Rodrigo Pacheco, e afirmou que a disputa fortaleceu a oposição. Segundo o senador, a nova candidatura foi motivada por um pedido do então presidente Jair Bolsonaro. Ele também criticou a condução da Casa após aquela eleição, alegando que parlamentares do PL foram excluídos de comissões e da Mesa Diretora. Ao defender a candidatura, Marinho prometeu respeitar a proporcionalidade partidária, a democracia, a dissidência e o diálogo entre os parlamentares, afirmando: “Vamos respeitar a proporcionalidade. Vamos respeitar a democracia. Vamos respeitar a dissidência. Nós queremos o diálogo. Nós queremos o debate. Nós não desumanizamos os nossos adversários”.
O Ministério da Justiça, no governo Lula, classificou sob sigilo de cinco anos os documentos utilizados na elaboração da Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu o funcionamento de apostas (bets) no Brasil. O termo de classificação foi assinado em 24 de setembro, um dia antes da edição da medida, pelo secretário de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, que justificou a restrição alegando risco à vida, à segurança, à saúde da população e à estabilidade financeira, econômica ou monetária do país. A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribui ao Ministério da Justiça a fiscalização de provedores de internet, lojas de aplicativos e sistemas operacionais para garantir a proibição das plataformas.
A medida tem validade até 23 de novembro, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias, e ainda não possui relator no Congresso. Entidades e clubes de futebol ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da MP até o julgamento pelo plenário. O Ministério da Justiça não respondeu ao pedido de esclarecimento sobre os critérios adotados na classificação dos documentos.
A extinção da escala de trabalho 6 × 1 nas escolas particulares do Distrito Federal pode elevar as mensalidades em até 23 % em 2027, segundo estimativa do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe‑DF), baseada em estudo encomendado pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). O levantamento indica que o impacto na folha de pagamento do setor pode variar entre R$ 9,3 bilhões e R$ 31,6 bilhões por ano, com repasse às mensalidades entre 8 % e 11 %, somado ao reajuste anual já praticado, que varia de 9 % a 12 %. O sindicato alerta que os custos adicionais podem incluir a contratação de novos funcionários e o pagamento do descanso semanal remunerado (DSR) dos professores horistas. Até o momento, nenhuma instituição do DF anunciou reajuste motivado pela medida, e muitas escolas já definiram os valores para 2027 sem considerar os novos custos. A PEC que elimina a escala 6 × 1 foi aprovada pelo Senado em dois turnos, em 14 de outubro, e a nova jornada, que prevê dois dias de descanso remunerado por semana, tem entrada em vigor prevista para 15 de dezembro.
No âmbito judicial, ação movida pelo PDT, com apoio do partido Missão, tramita no STF e pode provocar alterações na bancada federal do Rio Grande do Norte caso seja acolhida pela Corte. A ação questiona o cálculo utilizado para distribuir as sobras eleitorais, mecanismo que define a alocação das vagas restantes nas eleições proporcionais. No estado, a mudança poderia colocar o ex‑governador Robinson Faria (PP), que recebeu 123.008 votos, na vaga de Thabatta Pimenta (PV), eleita com 92.743 votos, já que Faria ficou a apenas 32 votos de João Maia (PP), eleito com 123.040 votos. A discussão também pode ter reflexos na Assembleia Legislativa do RN: o deputado estadual Galeno Torquato (União Brasil), que obteve 46.129 votos e ficou como suplente, poderia ser beneficiado, ameaçando vagas conquistadas por candidatos dos partidos PT/PCdoB/PV e PL. O processo está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. O PDT argumenta que o método atual das maiores médias favorece partidos com bancadas maiores e pode deixar candidatos mais votados sem mandato, deixando a decisão final a cargo da Corte.
Esses acontecimentos refletem movimentações políticas e institucionais que podem impactar tanto o cenário legislativo nacional quanto setores específicos da sociedade, como o educacional e o de jogos de azar.
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