O Partido Liberal (PL) reuniu seus parlamentares na terça‑feira (3) para debater as perspectivas de liderança da Câmara dos Deputados e a distribuição de cargos no Legislativo. A pauta central foi a definição sobre apoiar ou não a reeleição de Hugo Motta (Republicanos‑PB) à presidência da Casa, assunto que tem dividido a sigla.
Segundo informações divulgadas, o PL tem avaliado a possibilidade de integrar o bloco do presidente da Câmara, porém enfrenta resistência interna. Uma corrente alinhada ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, sustenta que a maior bancada da Casa perderá relevância se não houver acordo com Motta. Para esse grupo, a falta de aliança deixaria o PL à margem das negociações de comissões, prejudicando sua atuação no próximo mandato e expondo‑o ao isolamento tanto do centrão quanto do governo.
Em contraste, outra ala da bancada se opõe ao apoio a Motta, apontando a proximidade do deputado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como motivo de recusa. Alguns parlamentares dessa facção já declararam publicamente que não votarão na reeleição do atual chefe da Câmara.
Motta manteve contato próximo com Lula durante a campanha eleitoral e recebeu apoio oficial do PT para concorrer novamente. Até o momento, conta com o respaldo de quinze partidos e, de acordo com a reportagem, dispõe de maioria confortável para permanecer à frente da Câmara.
Dentro do PL, o deputado Nikolas Ferreira manifestou interesse em assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais influente da Casa por ser a porta de entrada de todas as proposições.
Parlamentares do partido relataram que Motta sinalizou aos articuladores da esquerda que considerará as demandas do PL, embora reconheça a prioridade do PT nas negociações. Há ainda avaliação de que a liderança de Sóstenes Cavalcante (RJ) na legenda pode estar em risco para a próxima eleição legislativa de 2027. Interlocutores do PL indicam que Motta prefere dialogar com outras figuras do partido, como o atual vice‑presidente da Câmara, Altineu Cortes (PL‑RJ), e o próprio Valdemar Costa Neto.
O PT, por sua vez, teria advertido que poderia abandonar o bloco de Motta caso este também busque apoio do PL, intensificando a disputa interna sobre a aliança para a presidência da Câmara.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 98 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
