O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques fixou prazo de 10 dias para que a Procuradoria‑Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido refere‑se à condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por crime de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado de direito, organização criminosa armada e outras infrações.
A assessoria de Nunes Marques informou, no dia 7 de outubro, que o magistrado analisaria o pedido somente após o segundo turno das eleições, ressaltando que a decisão não seria tomada de forma monocrática e que o caso seria levado ao plenário da Corte. Em declaração à imprensa, o ministro afirmou que não pretende avaliar a questão antes das eleições, para evitar qualquer interferência no processo eleitoral, e que o julgamento deverá aguardar a conclusão do processo.
No mesmo período, Carlos Bolsonaro (PL), eleito senador por Santa Catarina no dia 4 de outubro, visitou o pai em Brasília. O encontro, que durou cerca de duas horas, foi registrado em vídeo nas redes sociais. Carlos declarou que o ex‑presidente ainda tenta assimilar os acontecimentos recentes, mas mantém “força” e “a vida continua”. Durante a conversa, o filho pediu desculpas ao pai, afirmando: “desculpa, pai, a gente falhou”. Bolsonaro respondeu com palavras de incentivo e ressaltou que ainda há “muito a fazer pelo Brasil”.
Além do tema político, pai e filho conversaram sobre futebol e assuntos da rotina familiar. A visita ocorreu três dias após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial e no mesmo dia em que o irmão chegou a Miami.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
