Petrobras elevou, a partir de 1º de novembro, o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras em 7,2 %, o que corresponde a um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior. O reajuste segue a alta de outubro, quando o combustível registrou aumento de 11,76 %, equivalente a R$ 0,65 por litro.

A estatal responde por cerca de 85 % da produção nacional de QAV, embora o setor permita a atuação de outras empresas na fabricação e importação do produto. Em nota, a Petrobras atribuiu o novo ajuste à elevação das cotações internacionais, apontando como fatores a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a diminuição da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em razão do conflito entre os dois países.

A empresa ressaltou que os reajustes no Brasil são realizados mensalmente e que a variação acumulada no mercado interno tem sido menor que a observada internacionalmente, onde os preços podem mudar diariamente. Segundo a Petrobras, os contratos incluem uma fórmula de cálculo que busca amortecer os efeitos das oscilações de curto prazo, permitindo ajustes mais graduais.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABAA) informou que a participação do querosene de aviação nos custos operacionais das companhias brasileiras aumentou de 30 % para mais de 45 % desde o início dos confrontos no Oriente Médio, refletindo o impacto da alta do combustível no setor aéreo.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 98 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.