Um homem de 58 anos está preso em Carnaúba dos Dantas, no Seridó potiguar, respondendo por suspeita de estupro de vulnerável contra a própria neta, de seis anos, após exame pericial identificar seu material genético em um lençol utilizado pela criança. O delegado responsável pela investigação, Roney Nóbrega, e o advogado da mulher que denunciou o caso confirmaram o resultado, que passou a integrar as provas reunidas pela Polícia Civil.
O caso ganhou destaque em dezembro de 2025, quando a filha do investigado procurou a polícia e afirmou ter matado o pai depois de supostamente flagrá-lo abusando da menina. Segundo a denúncia, a mulher teria agredido o pai com pedaços de madeira e pedras e, em seguida, enterrado o corpo. As buscas realizadas pela Polícia Civil não localizaram vestígios que confirmassem a morte.
A reviravolta ocorreu quando o homem foi encontrado vivo em Campina Grande, na Paraíba, e entrou em contato com a polícia para informar que estava vivo. O delegado Roney Nóbrega explicou que o investigado sobreviveu às agressões, fugiu para uma área de mata e utilizava tornozeleira eletrônica, cujo equipamento estava descarregado, dificultando o rastreamento.
O homem foi retirado de Carnaúba dos Dantas por outro filho, que o resgatou. Ele apresentava ferimentos, sobretudo na região do rosto, decorrentes das agressões relatadas pela filha.
Com o avanço da apuração da denúncia de abuso sexual, a Polícia Civil solicitou exames periciais. O laudo identificou material genético do homem no lençol usado pela criança, informação confirmada pelo delegado e pelo advogado da denunciante. O material passou a integrar os elementos analisados na investigação da suspeita de violência sexual.
O investigado já era monitorado por tornozeleira eletrônica em razão de investigação por tráfico de drogas. Atualmente, responde também pela suspeita de estupro de vulnerável e permanece preso após descumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Após a constatação de que o homem estava vivo, a Polícia Civil passou a investigar as agressões relatadas por ele. Em depoimento, o investigado afirmou que a filha alegou a participação de outra pessoa nos ataques. As investigações seguem em curso para esclarecer tanto a denúncia de violência sexual contra a criança quanto as circunstâncias das agressões sofridas pelo homem.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
