Um laudo pericial solicitado pela defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontou que centenas de arquivos do celular do empresário foram modificados ou criados após a sua prisão, em 18 de novembro de 2025. O documento técnico registrou 657 arquivos com alterações na data da detenção e outros 999 arquivos modificados em períodos posteriores, entre eles 340 registros datados de maio de 2026. Além disso, a perícia identificou 207 ativações de tela, 33 acionamentos da câmera frontal e três conexões USB realizadas depois da apreensão do aparelho. A defesa questiona a preservação da cadeia de custódia e afirma que não recebeu os arquivos brutos necessários para verificar a integridade dos dados.

A constatação de alterações nos registros pode comprometer a admissibilidade de mensagens atribuídas a Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, cujo nome aparece no contexto da investigação sobre contatos entre o empresário e contratos do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa do ministro.

Em paralelo, o Santander anunciou, nesta quinta‑feira (29), o aumento das taxas de juros do crédito imobiliário, que passarão a iniciar em 12,49 % ao ano mais a Taxa Referencial (TR) a partir de sexta‑feira (30). O ajuste segue a elevação promovida pelo Bradesco e pelo Itaú e ocorre em meio à alta dos juros futuros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula (PT), encarecendo as condições de financiamento, reduzindo a demanda por imóveis e pressionando o setor da construção civil.

Dados do Banco Central mostraram que a dívida bruta do setor público consolidado do Brasil fechou setembro em R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9 % do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador atingiu seu pior patamar desde março de 2021 e acumulou alta de 11,2 pontos percentuais desde o início do terceiro mandato de Lula, quando representava 71,7 % do PIB. O aumento contínuo da dívida reflete o descompasso das contas públicas, impulsionado pelo crescimento das despesas governamentais e pelos déficits acumulados; o déficit primário de setembro foi de R$ 5,5 bilhões, enquanto a dívida líquida do setor público chegou a 70 % da riqueza nacional.

A Controladoria‑Geral da União (CGU) divulgou relatório que identificou R$ 49 milhões em sobrepreço e irregularidades nas obras de adequação do Terminal Portuário de Outeiro, em Belém. O projeto, contratado pela Companhia Docas do Pará por R$ 233,8 milhões sem licitação, ultrapassou em 29 % o orçamento inicial de R$ 181,3 milhões, sem alteração no escopo. A auditoria apontou cobrança duplicada de serviços de içamento e cravação de estruturas metálicas, totalizando R$ 22,7 milhões, além de preços acima das referências de mercado e quantidades indevidamente inflacionadas de aço. A Companhia Docas reconheceu R$ 10,54 milhões dos valores questionados e contestou os R$ 38,53 milhões restantes; a CGU também destacou falhas na supervisão, já que a mesma empresa participou da elaboração do projeto, do orçamento e da fiscalização da obra.

Em depoimento, Daniel Vorcaro afirmou ter repassado R$ 40 milhões em dinheiro vivo ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em duas parcelas de R$ 20 milhões cada, referentes às eleições de 2022 e 2024. Segundo o empresário, os recursos foram destinados à campanha senatorial de Silveira em 2022 e a campanhas municipais de candidatos apoiados pelo PSD em Minas Gerais em 2024, não tendo sido declarados à Justiça Eleitoral. Vorcaro apontou o pastor Fabiano Zettel, seu cunhado, como responsável por disponibilizar o dinheiro.

Um editorial publicado pelo The Washington Post criticou a atuação do Judiciário brasileiro no caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL). O texto descreveu a investigação como “perseguição” e questionou a concentração de poderes no Supremo Tribunal Federal, alertando para o risco de juízes acumularem funções de investigadores, acusadores e julgadores. Embora reconheça a legitimidade das investigações, o editorial advertiu contra possíveis excessos e sugeriu que Flávio Bolsonaro deveria se preparar para liderar a oposição, em vez de se instalar no sul da Flórida.

Por fim, Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, confirmou ao Metrópoles que participou diretamente da organização do jato particular que transportou o senador Flávio Bolsonaro e sua família da Argentina para os Estados Unidos.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.