O Ministério da Educação (MEC) anunciou que, a partir de 2027, o programa Pé-de-Meia será ampliado para o ensino superior, com a concessão de uma bolsa mensal de R$ 700, um aporte de R$ 250 mensais em poupança e um saque de R$ 10 mil ao término da graduação. A proposta, detalhada nesta quarta‑feira (4) pelo ministro Leonardo Barchini, destina‑se a estudantes de baixa renda matriculados em universidades públicas que estejam inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).
A iniciativa faz parte da agenda de combate à evasão escolar e cumpre promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, a ampliação responde à mudança no perfil socioeconômico dos estudantes das universidades federais nas duas últimas décadas, período em que a participação de alunos provenientes da rede pública passou de um terço para dois terços do total. “Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil”, afirmou Barchini ao participar do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A estrutura financeira da versão universitária, ainda em fase final de elaboração pelo corpo técnico do MEC, prevê três frentes de repasse aos beneficiários inscritos no CadÚnico. O ministro destacou que a contrapartida exigida será a permanência do estudante na universidade, a conclusão integral do curso e o cumprimento do cronograma previsto, “para que a gente possa de fato transformar ainda mais esse país”.
Paralelamente, o ministro anunciou a universalização do Pé-de-Meia no ensino médio. A partir de 2027, o benefício será estendido a todos os alunos matriculados na rede pública, sem a necessidade de inscrição da família no CadÚnico. A equipe técnica do ministério tem 30 dias para concluir o plano operacional, com o objetivo de iniciar os pagamentos no início do próximo ano letivo. Barchini apontou que a atual restrição gera divisões nas salas de aula: “Em uma sala de aula, às vezes, 20 estudantes recebem o Pé-de-Meia e quatro a cinco não recebem. Isso gerava uma competição adversa nesses estudantes e uma situação de iniquidade. Por determinação do presidente, nós estamos estudando as formas de implementação, mas esse benefício será universalizado”.
Criado em 2024 para frear a evasão escolar, o programa Pé-de-Meia no ensino médio já acumulou R$ 24 bilhões em recursos federais, atendendo cerca de 7,4 milhões de jovens e podendo pagar até R$ 9,2 mil ao longo de todo o ciclo básico. Dados do MEC citados pelo ministro indicam que, entre 2022 e 2025, o programa contribuiu para reduzir o abandono escolar no ensino médio público em 61 %, diminuiu os índices de reprovação em 62 % e recuou a distorção idade‑série em 28 %.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
