O papa Leão XIV tornou‑se o primeiro pontífice a participar de uma eleição nos Estados Unidos ao registrar voto por correspondência nas eleições de meio de mandato previstas para a terça‑feira, 3 de novembro. O Vaticano divulgou a informação nesta sexta‑feira, 30 de outubro, ressaltando que o pontífice considerou “um direito e um dever dos cidadãos participar dos processos democráticos”. Leão XIV acrescentou que, durante os seis anos em que residiu no Peru, votou sempre que teve oportunidade.
De acordo com a emissora NBC, o pedido de envio da cédula eleitoral foi feito por Robert Prevost em 3 de outubro às autoridades de Illinois, estado onde está registrado. Como a votação foi realizada pelo correio, o cartório eleitoral de Chicago ainda não havia recebido o documento preenchido.
As eleições de meio de mandato renovarão quase todo o Congresso americano e os governos de 36 estados, ocorrendo em um cenário de relações tensas entre o Vaticano e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em Brasília, a jornalista Déborah Sena foi abordada por dois policiais legislativos armados enquanto transmitia ao vivo a rádio AuriVerde Brasil na área externa da Câmara dos Deputados. Segundo a própria profissional, chegou ao local por volta das 8h30 e, às 11h, enquanto entrevistava o deputado Sanderson (PL‑RS), foi parada por um dos agentes, que questionou se possuía autorização para permanecer no espaço e exigiu a apresentação do crachá de identificação. Sena afirmou que tentou concluir a transmissão antes de conversar com o policial, mas não obteve permissão. Ela descreveu o tratamento como “como se fosse uma delinquente” e declarou que, embora não questione o protocolo de segurança, “não pode aceitar que o corpo de funcionários da Câmara troque a sua própria inércia por intimidação à imprensa durante o exercício do trabalho”. A jornalista também relatou que o policial inspecionou seus equipamentos e crachás e, após o episódio, procurou funcionárias do setor administrativo para questionar a abordagem. Até a publicação da reportagem, a Câmara dos Deputados e o Departamento de Polícia Legislativa não haviam se manifestado.
No âmbito educacional, especialistas explicaram por que a estratégia de “estudar tudo de novo” não funciona e como as famílias podem apoiar os estudantes sem assumir o papel de fiscal. Victor Cornetta, especialista em tendências educacionais, apontou que a recuperação deve ser vista como uma segunda chance, exigindo que o aluno compreenda os motivos do desempenho insatisfatório e elabore um plano realista para as semanas seguintes. Segundo Cornetta, pais que se sentem impotentes tendem a criticar ou a exercer controle excessivo, o que aumenta a ansiedade e a autossabotagem do estudante. Ele recomenda que, em vez de perguntar “por que você não estudou?”, os responsáveis indaguem “em que matéria você sente mais dificuldade?” e “qual horário do dia você rende melhor?”. O especialista alerta que tentar revisar todo o conteúdo do ano em poucas semanas é o erro mais comum; o boletim deve ser usado como diagnóstico para identificar se a falha ocorreu por nervosismo, falta de prática ou desconhecimento da matéria. Cornetta sugeriu um passo a passo para as próximas semanas e enfatizou que, após a recuperação, as férias podem ser aproveitadas para analisar padrões de queda de desempenho, pois “a recuperação resolve a nota, mas não o hábito”. O artigo ainda observou que, no estado, é possível reprovar em até seis disciplinas sem impedir a continuidade dos estudos.
A ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro, filiada ao PL, utilizou as redes sociais nesta sexta‑feira para chamar o ex‑presidente Jair Bolsonaro de “líder” e afirmar que ele defende um “momento de união”, sem buscar culpados pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial realizada no domingo, 25 de outubro. Michelle declarou que o marido está entristecido com notícias falsas que o acusam de promover divisão e de atacar aliados como Damares Alves, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e Silas Malafaia.
Assim, as notícias do dia abordam desde a participação inédita de um pontífice em um pleito eleitoral americano, passando por questões de liberdade de imprensa no Congresso brasileiro, orientações sobre recuperação escolar e declarações políticas de membros da família Bolsonaro.
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