Um novo projeto de infraestrutura elétrica no Rio Grande do Norte deve gerar 2.299 empregos durante sua fase de implantação, segundo informações divulgadas pela empresa responsável, AXIA Energia, antiga Eletrobras. O empreendimento contempla intervenções nas subestações de Assú e João Câmara e integra um conjunto de obras destinadas a melhorar a estabilidade da rede e as condições de transmissão da energia produzida na região Nordeste.

Denominado Lote 7, o projeto tem prazo de construção de 42 meses e prevê a instalação de equipamentos de alta tensão em duas estruturas estratégicas do sistema elétrico potiguar. O investimento total foi estimado em aproximadamente R$ 805 milhões pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no leilão realizado em outubro de 2025.

Para viabilizar parte dos recursos, a AXIA Energia iniciou negociações com o IDB Invest, braço do Banco Interamericano de Desenvolvimento especializado em operações com o setor privado. A empresa assinou uma carta‑mandato que autoriza a estruturação de um possível financiamento de até R$ 680 milhões, valor que poderá ser destinado ao desenvolvimento e à execução das obras. A liberação dos recursos dependerá de avaliações técnicas e financeiras, da definição das condições contratuais e das aprovações internas do IDB Invest, não havendo, até o momento, contrato firmado.

O Lote 7 foi dividido em dois sublotes, 7A e 7B, arrematados pela AXIA Energia no Leilão de Transmissão nº 4/2025, realizado pela Aneel em 31 de outubro de 2025. Os dois sublotes somam uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 71,9 milhões. No leilão, a empresa ofereceu R$ 48,2 milhões pelo sublote 7A e R$ 23,7 milhões pelo sublote 7B, valores que representaram descontos superiores a 44 % em relação às receitas máximas estabelecidas pela agência reguladora.

Em Assú, a intervenção prevê a instalação de dois compensadores síncronos de 500 kilovolts na Subestação Açu III. Em João Câmara, será instalado equipamento semelhante na Subestação João Câmara III. Os compensadores são dispositivos utilizados para regular a tensão elétrica e contribuir para a estabilidade das redes de transmissão, especialmente em regiões com participação expressiva de fontes renováveis.

A necessidade desses equipamentos está relacionada ao perfil do sistema elétrico nordestino, que recebe grandes volumes de energia produzida por parques eólicos e usinas solares. A variação na geração dessas fontes exige mecanismos capazes de manter condições adequadas de operação e garantir o transporte seguro da eletricidade.

A Subestação João Câmara III possui importância estratégica no conjunto, pois integra um corredor de transmissão que se conecta a outras instalações de alta tensão, como Açu III, Ceará‑Mirim II e João Câmara II, e serve de ponto de conexão para empreendimentos de geração renovável.

Em setembro, a AXIA Energia anunciou o início das obras de ampliação da Subestação João Câmara III, vinculadas ao sublote 7B. O investimento informado para essa intervenção é de R$ 227,6 milhões e inclui a instalação do compensador síncrono e a adequação da estrutura para melhorar as condições operacionais da rede. O projeto integra o mesmo conjunto de investimentos para o qual a companhia busca financiamento junto ao IDB Invest.

A AXIA Energia é uma das maiores companhias do setor elétrico brasileiro, respondendo por aproximadamente 17 % da capacidade nacional de geração e por 37 % das linhas de transmissão que compõem o Sistema Interligado Nacional. A empresa administra 81 usinas – 47 hidrelétricas, 33 eólicas e uma solar – e, nos últimos três anos, contratou R$ 8,7 bilhões em investimentos por meio de leilões de transmissão, associados a uma Receita Anual Permitida de cerca de R$ 850 milhões.

Desde sua capitalização, a AXIA participou de forma competitiva das disputas promovidas pela Aneel, apresentando propostas para 46 dos 51 lotes ofertados no período e conquistando 12, ampliando sua carteira de empreendimentos. O novo projeto, com prazo de 42 meses, deve contribuir para a geração de milhares de empregos e para o fortalecimento da infraestrutura elétrica do estado.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.