A Liga Norte‑Riograndense Contra o Câncer anunciou a realização de dois mutirões em Natal no âmbito da campanha Novembro Azul, voltada à conscientização sobre a saúde masculina e o câncer de próstata. As ações, previstas para os dias 7 e 14 de novembro, contemplam 200 vagas para atendimentos gratuitos e a execução de cirurgias em pacientes já acompanhados pela instituição.
O primeiro mutirão, marcado para o sábado, 7 de novembro, será destinado a homens com idade entre 50 e 70 anos que ainda não tenham participado das iniciativas do Novembro Azul promovidas pela Liga. Homens a partir de 45 anos também poderão ser atendidos, desde que apresentem histórico familiar de câncer de próstata. O agendamento deverá ser feito no Hospital Dr. Luiz Antônio, localizado no bairro das Quintas, com atendimento das 7h às 16h. Durante a jornada, os participantes receberão encaminhamentos para exames laboratoriais.
No dia 14 de novembro, a Liga realizará um mutirão de cirurgias voltado a pacientes que já estejam em acompanhamento médico na entidade e que tenham procedimentos previamente agendados. O objetivo é garantir a continuidade do tratamento para aqueles que já foram diagnosticados.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Rio Grande do Norte deve registrar 1.190 novos casos de câncer de próstata por ano no período de 2026 a 2028. O urologista Kallyandre Medeiros, da Liga Norte‑Riograndense Contra o Câncer, destacou que a campanha busca ampliar o acesso à informação e combater o preconceito relacionado aos exames de avaliação da próstata. “Quando o homem espera sentir algo para procurar o urologista, muitas vezes o diagnóstico já é tardio. O Novembro Azul lembra que cuidar da saúde também é coisa de homem”, afirmou.
Medeiros enumerou os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença: envelhecimento, histórico familiar, predisposição genética e hábitos de vida. O risco aumenta a partir dos 50 anos, sobretudo entre homens que tenham pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos. Ele também apontou maior vulnerabilidade entre homens negros, grupo em que o câncer pode apresentar características mais agressivas.
Para a população geral, a recomendação é procurar o urologista a partir dos 50 anos; para os grupos de maior risco, a orientação é iniciar a avaliação a partir dos 45 anos, sempre de forma individualizada com o médico. A ausência de sintomas nos estágios iniciais dificulta a identificação precoce. Quando a doença avança, podem surgir alterações urinárias, como dor ou ardência ao urinar, presença de sangue na urina ou no sêmen, além de dores nas costas, ossos e pernas, embora esses sinais também possam estar associados a outras condições.
A investigação médica inclui o exame de sangue PSA, que mede os níveis de uma proteína produzida pela próstata, e o toque retal, utilizado para avaliar alterações no tamanho e na consistência da glândula. O aumento do PSA não indica necessariamente câncer, pois pode ocorrer em casos de infecção ou crescimento benigno da próstata; da mesma forma, alguns tumores podem se desenvolver sem provocar elevação desse marcador.
Medeiros ressaltou que a detecção do tumor em estágios iniciais permite tratamentos com menores riscos de sequelas e maior possibilidade de recuperação. “Quando a doença é diagnosticada precocemente, as chances de cura ultrapassam 90 %”, afirmou. “O tumor inicial tem tratamento mais simples, com menos sequelas, menor custo, retorno mais rápido ao trabalho e à vida normal e, principalmente, chance muito maior de cura. Cuidar da próstata é cuidar da vida. Um simples check‑up anual pode fazer toda a diferença”.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
