Um monitoramento de redes sociais realizado pela Ativaweb DataLab, divulgado pelo colunista Carlos Madeiro, apontou 14,7 milhões de menções ofensivas ao Nordeste entre a noite de domingo, 25 de outubro, e as 16h de quarta‑feira, 28 de outubro, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. No mesmo período, foram registradas 18,5 milhões de menções relacionadas à região; 79,3 % tinham tom crítico aos nordestinos, enquanto 20,7 % foram classificadas como manifestações de defesa. Os ataques incluíram ofensas à inteligência da população, associações do Nordeste à pobreza e à dependência, comparações depreciativas e mensagens que defendiam a separação da região do restante do país. O levantamento abrangeu publicações, comentários, links e compartilhamentos no Facebook, Instagram, TikTok, X, além de comentários no YouTube e no Kwai, e identificou usuários de diferentes regiões do Brasil, com presença expressiva de perfis do Sul, Sudeste e Centro‑Oeste. Entre os perfis apontados como autores das críticas, 52,3 % eram masculinos, 24,5 % femininos e, em 23,2 % dos casos, não foi possível identificar o gênero. No primeiro turno, o mesmo monitoramento havia registrado 32,8 milhões de menções ao Nordeste, das quais cerca de 27 milhões foram classificadas como ofensivas; somados os dois turnos, o total ultrapassou 51,4 milhões de menções, com 41,7 milhões de tom crítico.

Em paralelo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), anunciou a criação de um grupo de trabalho destinado a elaborar regras para campanhas eleitorais nas redes sociais. A proposta, que deve alterar o Código Eleitoral, surge após acusações de tratamento desigual pela Meta durante a disputa presidencial de 2026, quando a campanha de Lula alegou restrição de alcance de publicações do presidente e favorecimento de conteúdos ligados a Flávio Bolsonaro (PL). O Tribunal Superior Eleitoral determinou que as plataformas garantam tratamento igualitário aos candidatos. Motta pretende apresentar a proposta em duas semanas; entre as ideias em discussão estão normas para a distribuição de conteúdo por algoritmos e restrições ao uso de perfis de influenciadores em campanhas eleitorais.

Na mesma data, o jornal americano The Wall Street Journal publicou editorial classificando como “vingança política” as medidas judiciais contra Flávio Bolsonaro (PL) após a reeleição de Lula. O texto criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes e questionou a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal, destacando a proximidade entre o resultado eleitoral e a determinação para que o senador entregasse seus passaportes. O editorial relatou que Bolsonaro deixou o Brasil com a família, passou pela Argentina e chegou a Miami, nos Estados Unidos. Também mencionou uma declaração atribuída a Lula durante a campanha, na qual o presidente teria associado a perda da imunidade parlamentar de Flávio à abertura de investigações, interpretada pelo jornal como indicativo de alvo pré‑definido. A publicação ainda criticou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e o voto divergente do ministro Luiz Fux, levantando dúvidas sobre a competência do STF, as provas e o devido processo legal, e alertou para a possibilidade de novas indicações ao Supremo, atribuindo ao Senado a responsabilidade de defender a independência do Judiciário.

No âmbito da tecnologia e do cooperativismo, foi apresentado o Sistema Integrado de Cooperativas (SIC) durante o WCM 2026, realizado em Belo Horizonte (MG). A iniciativa, desenvolvida pela Cooperativa de Trabalho dos Profissionais da Educação (Coopedu), foi lançada no Cooptech Summit por Alexandre Soares Gomes, presidente da cooperativa. “O SIC nasce com o propósito de proporcionar mais eficiência operacional às cooperativas, modernizando processos e simplificando rotinas que ainda dependem de muito trabalho manual. É uma tecnologia desenvolvida por quem conhece de perto os desafios do cooperativismo e entende que a inovação precisa resolver problemas reais do dia a dia”, afirmou Gomes. A plataforma integra funcionalidades essenciais à administração das cooperativas, como gestão de cooperados, contratos, folha de pagamento, emissão de notas fiscais, pagamentos e automatização de obrigações trabalhistas e fiscais, inclusive o envio de informações ao eSocial. Ao centralizar essas operações em um único ambiente, o SIC busca reduzir a dependência de planilhas e sistemas isolados, diminuir o retrabalho, a duplicidade de informações e os riscos de erros operacionais, além de proporcionar maior controle, rastreabilidade e agilidade nas atividades administrativas.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.