Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu nesta quinta‑feira, 5 de novembro, às críticas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), sobre a participação de lideranças políticas em manifestações contra o senador no Amapá. A resposta foi publicada nas redes sociais do parlamentar, que afirmou que Alcolumbre confundiu cobrança pública com agressão, ofensa ou ameaça.

Alcolumbre havia se pronunciado na sessão do Senado na quarta‑feira, 4 de novembro, sem mencionar Nikolas pelo nome, e reclamou de autoridades que deixavam seus próprios estados para “atacá‑lo” em seu reduto eleitoral. O presidente do Senado disse que “as coisas estão impossíveis no Brasil” e que “a todo instante estou falando das ofensas, agressões e ameaças, ao ponto de lideranças políticas saírem de seu estado para ir no estado do presidente do Senado ofender ele”. Em seguida, ressaltou a necessidade de respeitar opiniões, divergências e o contraditório, mas criticou o uso das plataformas digitais, afirmando que “as redes sociais se transformaram em instrumento de agressões e mentiras”.

Em sua resposta, Nikolas Ferreira sustentou que participou de uma manifestação pacífica no Amapá, durante a campanha eleitoral, para cobrar o andamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado questionou a interpretação de Alcolumbre ao afirmar: “Sabe o que não está normal, Alcolumbre? É um deputado sair de Minas Gerais, ir ao Amapá, fazer uma cobrança pública, e o presidente do Senado tratar isso como se fosse uma agressão, uma ofensa ou uma ameaça”. Segundo ele, o ato reuniu pessoas vestidas de verde e amarelo e acusou o presidente do Senado de impedir o avanço dos pedidos contra integrantes do Supremo. Nikolas acrescentou que Alcolumbre poderia discordar das cobranças sem se apresentar como vítima, lançando a pergunta: “Você pode discordar de mim, me criticar, mas se fazer de vítima, nessa altura do campeonato?”.

Além da questão do impeachment, o deputado criticou a condução do debate sobre a redução da maioridade penal e a votação do fim da escala 6×1 durante o segundo turno das eleições, avaliando que essas decisões favoreceram politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma manifestação, Nikolas mencionou indicadores sociais do Amapá e questionou a atuação de Alcolumbre como representante do estado, afirmando que não atribui ao senador a responsabilidade por todos os problemas, mas cobra uma reação às condições enfrentadas pela população.

A troca de críticas ocorre em meio às articulações para a eleição da presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027. Alcolumbre busca a reeleição, enquanto a oposição discute candidaturas para enfrentá‑lo.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.