Natal abrirá, no dia 9 de novembro, o circuito de negócios ECON Road Summit, iniciativa que busca conectar empresas brasileiras ao mercado norte‑americano. O evento será realizado no restaurante Mangai, em Lagoa Nova, e reunirá investidores e especialistas brasileiros que atuam nos Estados Unidos, além de discutir a implantação de um escritório de representação do Nordeste em Nova York, com o objetivo de ampliar a presença comercial da região no exterior.
O CEO e idealizador do ECON Road Summit, Glaucio Uchôa, afirmou que a proposta visa oferecer caminhos práticos para a expansão internacional, conectando empresários a profissionais especializados em estruturação jurídica, planejamento tributário internacional, câmbio, inteligência de mercado e investimentos. “O ECON não foi criado para vender sonhos teóricos, mas para entregar um mapa prático de execução”, destacou.
Além do encontro presencial em Natal, o circuito seguirá para João Pessoa, no dia 10 de novembro, Recife, em 11 de novembro, e Fortaleza, em 12 de novembro. O programa inclui a disponibilização de conteúdos gratuitos de educação executiva nas redes sociais e no YouTube, ampliando o acesso a informações sobre internacionalização.
O diplomata Rodrigo Fonseca, gerente da ApexBrasil em Nova York, apontou setores potiguares com potencial no mercado norte‑americano, como a fruticultura, a indústria salineira, o turismo e as energias renováveis. Segundo ele, produtos como melão, mamão, castanha de caju, açaí e sucos de frutas tropicais podem encontrar oportunidades comerciais nos Estados Unidos. Fonseca também ressaltou o potencial do turismo potiguar para atrair visitantes e investidores estrangeiros, dada a riqueza dos atrativos naturais do estado.
Na área de energia limpa, a experiência do Rio Grande do Norte na geração eólica e solar pode favorecer a atração de investimentos, inclusive para a infraestrutura de centros de processamento de dados, conhecidos como data centers. “Então, acho que tem que estar de olho nesse tipo de perspectiva, a atração de investimentos em energia renovável, isso é uma coisa que tem muita repercussão e desperta muito interesse aqui nos Estados Unidos”, afirmou.
A proposta de criar um escritório de representação do Nordeste em Nova York será debatida durante o summit. A ideia surgiu de uma articulação entre o diplomata Rodrigo Fonseca e o presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiern), Roberto Serquiz, e prevê a participação de entidades empresariais, federações industriais e empresas dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco. Segundo Fonseca, o escritório ainda está em elaboração e poderá facilitar a busca por parceiros comerciais e o desenvolvimento de projetos nos Estados Unidos.
A internacionalização também exige planejamento tributário, contábil e societário. A contadora internacional Mayra Chagas explicou que a escolha do modelo de operação e a preparação prévia são fundamentais para evitar problemas fiscais e bitributação entre Brasil e Estados Unidos. Ela destacou que os custos e as obrigações tributárias variam conforme a atividade, a estrutura empresarial e o estado norte‑americano escolhido, e que a definição do modelo societário e o acompanhamento contábil devem integrar o planejamento desde o início.
O executivo Fábio Passos, especialista em hospitalidade e investimentos imobiliários em Orlando, alertou que a experiência empresarial no Brasil não garante resultados semelhantes no exterior. Para ele, desconhecer as particularidades do mercado e ter dificuldade para se adaptar à concorrência são riscos que podem levar a prejuízos, tornando o planejamento e o aprendizado sobre a economia local essenciais para reduzir esses riscos.
Informações sobre o ECON Road Summit estão disponíveis no site oficial do ECON Business Hub, e as inscrições podem ser realizadas pela plataforma Sympla.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
