O Ministério Público Eleitoral requereu a instauração de inquérito para apurar a adulteração da tecla de número 3 de uma urna eletrônica utilizada no segundo turno das eleições em Parnamirim, na Grande Natal. O pedido foi apresentado pelo corregedor regional eleitoral, desembargador João Rebouças, durante sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE‑RN) realizada nesta terça‑feira, 27.
A irregularidade foi constatada por volta das 11h de domingo, 25, na seção 582 da 50ª Zona Eleitoral, instalada na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, no bairro de Emaús. O problema foi relatado por um eleitor que encontrou dificuldade para acionar a tecla 3 ao votar. Na ocasião, mais de 130 eleitores já haviam registrado seus votos na urna afetada.
Com a constatação, a urna foi substituída por um equipamento de contingência, permitindo a continuidade da votação. A urna danificada foi lacrada pela Polícia Federal para perícia; até o momento, nenhum suspeito foi identificado nem houve prisão relacionada ao fato. O corregedor explicou que o caso não foi incluído no sistema de ocorrências da Justiça Eleitoral porque o autor ainda não havia sido identificado.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias em que a tecla foi colada e identificar quem praticou o ato. Na sessão, não foram divulgados resultados da perícia nem informações sobre possíveis suspeitos. O episódio foi tratado separadamente do balanço das demais ocorrências registradas no Estado.
Segundo dados da Corregedoria, o sistema Ocorre‑JE contabilizou 11 ocorrências durante o segundo turno no Rio Grande do Norte. Quatro resultaram em prisão e sete foram registradas sem prisão, nenhuma envolvendo candidatos. Dentre elas, quatro foram relacionadas à prática de “boca de urna”, quatro ao porte de celular em desacordo com as normas eleitorais, e houve ainda uma ocorrência de divulgação de propaganda, uma de desobediência eleitoral e uma de promoção de desordem nos trabalhos eleitorais.
Rebouças informou que a Corregedoria permaneceu à disposição das zonas eleitorais ao longo de todo o domingo, respondendo a questionamentos e orientando os responsáveis pela votação. O trabalho incluiu, em conjunto com a Presidência do TRE, os encaminhamentos decorrentes da decisão do Supremo Tribunal Federal que prorrogou o horário de votação. Ao avaliar a atuação das equipes, o corregedor ressaltou que a finalidade da Justiça Eleitoral é “assegurar que a vontade do eleitor, livremente expressa nas urnas, seja respeitada”.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog Jair Sampaio. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
