O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência de Rodrigo Bacellar, ex‑presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional do estado do Rio de Janeiro. Na mesma decisão, o magistrado autorizou a soltura do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, que permanecerá sujeito a medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte.
Bacellar está preso desde março de 2026, quando a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Unha e Carne. Até o momento, não foram divulgados o nome da unidade prisional que receberá o ex‑presidente da Alerj nem a data prevista para a transferência.
O desembargador Macário Júdice encontrava‑se em prisão preventiva desde dezembro de 2025. A medida de soltura substitui a custódia por restrições que permitem sua saída da unidade prisional, mas não implica absolvição nem encerra as investigações em curso.
A decisão de Moraes está vinculada a apurações que investigam o suposto repasse de informações sigilosas de operações policiais a integrantes de facção criminosa no Rio de Janeiro. Segundo a Procuradoria‑Geral da República, Macário Júdice teria antecipado dados sobre a Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025, a Rodrigo Bacellar. Este, por sua vez, teria repassado o conteúdo ao ex‑deputado estadual TH Joias, apontado como ligação do esquema com o Comando Vermelho.
De acordo com a denúncia, Bacellar e Júdice se encontraram em 2 de setembro de 2025, na véspera da operação, para transmitir informações privilegiadas sobre as medidas policiais previstas para o dia seguinte. A PGR afirma que Bacellar admitiu à Polícia Federal ter conversado com TH Joias na mesma data e que mensagens obtidas durante a investigação indicam que o ex‑presidente da Alerj já conhecia a ação policial e orientava o ex‑deputado.
A investigação busca esclarecer como informações protegidas sobre operações policiais teriam chegado aos investigados antes da execução das medidas, apontando possível benefício a integrantes do Comando Vermelho. Enquanto o desembargador permanece sob as restrições impostas pelo STF, o processo continua em análise pelos órgãos competentes.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de TV Ponta Negra. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
