O ministro Alexandre de Moraes determinou a indisponibilidade de bens de Willer Tomaz, advogado investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em apostas online, e incluiu a mansão que o profissional possui em Angra dos Reis (RJ) entre os imóveis bloqueados. A medida faz parte de um inquérito que também resultou na quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial de Willer, no bloqueio de ativos de empresas ligadas a ele até o limite de R$ 6 bilhões e na revogação de seus passaportes, inclusive de um documento diplomático.

A propriedade, que já pertenceu à cantora Clara Nunes, está registrada em nome da WT Administração de Imóveis e Bens, sociedade anônima que concentra grande parte do patrimônio do advogado. Conforme a matrícula consultada nesta terça‑feira (3 de novembro), a indisponibilidade foi inserida na Central de Indisponibilidade de Bens (CNIB) na segunda‑feira, 26 de outubro, e averbada pelo cartório de registros de Angra dos Reis na quarta‑feira.

A ação judicial também afeta a disputa entre Willer e o atacante Richarlison, que alega ter tido o imóvel “tomado” pelo advogado. O bloqueio impede qualquer movimentação da mansão enquanto a controvérsia entre as partes permanece em julgamento.

No âmbito da investigação, Willer é apontado como responsável por movimentações financeiras suspeitas vinculadas a apostas online. Segundo informações divulgadas, ele teria realizado uma única aposta de R$ 5 bilhões no ano passado. O advogado também controla uma empresa de pagamentos que detém monopólio no estado do Rio de Janeiro e lançou três casas de apostas.

Flávio Bolsonaro, amigo de Willer e senador, figura no mesmo inquérito. Ele teria sido usuário master da conta bancária de uma das empresas de Willer e teve despesas pagas pelo advogado. Moraes já havia determinado que o senador entregasse seus passaportes como parte das medidas adotadas no caso.

Em decisão proferida na sexta‑feira pré‑eleitoral, o ministro ampliou as restrições a Willer, ordenando a quebra dos sigilos mencionados, o bloqueio de bens da empresa Alcazar e de outras companhias associadas ao advogado, além da anulação de seus documentos de viagem.

Willer Tomaz deixou o país em agosto e, até o momento, não retornou ao território nacional.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 96 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.