O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou nesta quarta‑feira (28) a investigação criminal contra o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, que havia autorizado a passagem de Antônio Cláudio Alves Ferreira do regime fechado para o semiaberto em junho de 2025, apesar de a execução da pena ser de competência do STF. A decisão acompanhou o parecer da Procuradoria‑Geral da República, que concluiu não haver provas de que o magistrado tenha descumprido intencionalmente ordem judicial. Em depoimento à Polícia Federal, o juiz alegou erro no cadastramento eletrônico do processo, que apareceu no sistema como se fosse de competência da Vara de Execuções Penais de Uberlândia. Embora a apuração criminal tenha sido encerrada, Moraes determinou que a conduta funcional do juiz continue sendo investigada pelas corregedorias da Corregedoria Nacional de Justiça e da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Em paralelo, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque hacker na noite de quinta‑feira (29) que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões – cerca de R$ 34 bilhões – em aproximadamente 20 minutos, configurando o maior furto de criptoativos da história. Empresas de análise de blockchain, entre elas TRM Labs e Chainalysis, apontaram fortes indícios de participação de grupos ligados à Coreia do Norte, embora o governo norte‑coreano negue envolvimento. Segundo a Binance, cerca de US$ 3 bilhões dos ativos já foram localizados e emissores de stablecoins, como Tether e Circle, bloquearam parte dos valores desviados. O co‑CEO Richard Teng afirmou que “seu dinheiro está seguro e estamos cobrindo todas as perdas”, e a corretora garantiu que os recursos dos clientes permanecem protegidos, além de anunciar que pretende restabelecer os serviços de saque nas próximas 48 horas. A Binance registra 335 milhões de usuários e, de acordo com seu relatório anual de 2025, mantinha US$ 162,8 bilhões em ativos sob custódia, com reserva de US$ 1 bilhão em bitcoin para situações de violação de segurança.
Um áudio divulgado nas redes sociais mostrou o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Fábio Primo, coordenando a mobilização da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para colocar adesivos eleitorais em ônibus da capital baiana durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). No trecho gravado, Primo enfatiza a importância do momento e orienta a equipe a colar a propaganda apenas nos veículos que efetivamente circulariam no dia da votação, detalhando a seleção dos ônibus por garagens. A ação gerou interrupções na operação do transporte público na manhã de domingo, obrigando a retirada dos adesivos para que os ônibus pudessem voltar a circular. A Prefeitura de Salvador informou que o planejamento do transporte seguiu o mesmo modelo do primeiro turno, quando não houve incidentes, enquanto a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) declarou que a colocação do material interferiu no funcionamento do serviço e exigiu providências para a remoção da propaganda.
No âmbito econômico, o Ibovespa registrou queda acumulada de 17,5 % até sexta‑feira (30), após cinco sessões consecutivas de desvalorização. Se a tendência se mantiver até o fechamento da bolsa, o índice poderá registrar a pior semana de sua história, superando o recorde negativo de 15,6 % registrado em março de 2020, durante a fase mais aguda da pandemia de Covid‑19.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
