A Alliance for Automotive Innovation, entidade que representa montadoras instaladas nos Estados Unidos, intensificou a pressão sobre o Congresso para aprovar, ainda em 2026, uma proibição permanente de veículos conectados de origem chinesa. O pedido foi encaminhado aos parlamentares na segunda‑feira, 2 de novembro, e a votação está marcada para a terça‑feira, 3 de novembro, data que coincidirá com a definição da composição da próxima legislatura do Congresso norte‑americano.
A associação reúne fabricantes como General Motors, Toyota e Volkswagen e defende que as restrições sejam consolidadas em lei, de modo a torná‑las mais duradouras e menos suscetíveis a alterações por futuras administrações. O presidente da entidade, John Bozzella, argumenta que a entrada de veículos chineses no mercado dos Estados Unidos representa risco à segurança nacional e ameaça os investimentos de empresas que mantêm operações no país. “Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo alcance nas comunidades americanas”, afirmou.
Os Estados Unidos já contam com restrições a veículos conectados e a determinadas tecnologias vinculadas à China e à Rússia, regulamentação anunciada em janeiro de 2025 durante o governo de Joe Biden e implementada em etapas. As proibições relativas a programas de computador e à venda de veículos conectados por fabricantes chineses e russos abrangem modelos a partir de 2027, enquanto a aplicação a componentes físicos de conectividade está prevista para modelos de 2030.
O projeto defendido pela Alliance busca consolidar e ampliar essas barreiras por meio de legislação aprovada pelo Congresso. A iniciativa recebeu aval de uma comissão do Senado em julho, mas ainda precisa concluir a tramitação para se tornar lei.
A pressão da indústria ocorre em meio a declarações divergentes da Casa Branca. Em setembro, o ex‑presidente Donald Trump afirmou que aceitaria a instalação de fábricas de automóveis chineses nos Estados Unidos, posição que contrasta com a restrição pretendida pela associação.
Para justificar a urgência da votação, Bozzella citou o avanço dos veículos produzidos na China no mercado europeu. Segundo dados apresentados, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de unidades chinesas entre janeiro e agosto de 2026, superando o total registrado em 2025.
O governo chinês rejeitou as acusações de concorrência desleal e contestou as barreiras impostas às suas empresas, defendendo que os Estados Unidos respeitem os princípios da economia de mercado e da concorrência.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
