Marisa Monte apresentará, no dia 6 de novembro, um show beneficente na Brava Arena Jockey, localizada na Gávea, Rio de Janeiro. A renda da noite será destinada ao Instituto da Providência, organização sem fins lucrativos que, há 66 anos, desenvolve projetos de combate à pobreza e de geração de renda para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Fundado em 1961 por Dom Hélder Câmara, o Instituto da Providência criou uma metodologia própria de inclusão social produtiva, voltada ao empreendedorismo feminino, à empregabilidade de jovens e à formação de redes de negócios que são replicadas em todo o país. Segundo a diretora executiva Maria Garibaldi, a instituição já beneficiou mais de 4,7 milhões de pessoas ao longo de sua história. “Medimos os resultados dos projetos e trabalhamos para gerar impacto no longo prazo. Para isso, é necessário investimento e continuidade. A captação perene de recursos exige grandes mobilizações e a ativação de amplas redes”, afirmou.
Historicamente, parte dos recursos do Instituto vinha das edições anuais da Feira da Providência, evento que reunia expositores de diferentes estados e países e destinava o dinheiro arrecadado ao Banco da Providência para gestão. A última edição oficial da feira, a 60ª, ocorreu entre 9 e 12 de dezembro de 2021 no Riocentro, após a inviabilidade de manter o formato tradicional.
O concerto de Marisa Monte integra a quarta edição da programação da Brava Arena Jockey e marca a primeira ação beneficente do espaço, que até então se dedicava a espetáculos de entretenimento. O idealizador da arena, Simon Fuller, destacou que a cultura pode ser um agente de transformação. “É fundamental que a Brava Arena Jockey seja também um local capaz de gerar impacto positivo na sociedade. A música tem o poder de reunir pessoas, criar conexões e mobilizar em torno de causas relevantes”, declarou. Fuller acrescentou que a parceria com o Instituto da Providência reforça a vocação da arena de unir entretenimento e responsabilidade social, permitindo que um grande espetáculo contribua para a mudança de vidas.
Na turnê Phonica, Marisa Monte levará ao palco uma orquestra de 55 músicos, sob a regência do maestro André Bachur. Para a cantora, a participação no evento reforça o caráter social da arte. “Juntos podemos fazer a diferença na vida de muitos, combatendo a pobreza, gerando inclusão e inspirando amor e esperança por meio da arte”, disse.
A conselheira do Instituto da Providência, Glória Severiano Ribeiro, considerou a noite um novo capítulo na história de mobilização da entidade. Ela relatou que, ao apresentar o trabalho do Instituto a Marisa Monte, a artista aceitou prontamente dedicar uma apresentação à causa. “Receber a Marisa e poder mostrar a um público maior o trabalho que realizamos há 66 anos tem um significado enorme. É ainda mais gratificante saber que esse encontro também vai gerar recursos para que continuemos apoiando milhares de pessoas”, afirmou.
Além da venda de ingressos, que está disponível na Ticketmaster Brasil, o evento conta com a possibilidade de patrocínio por empresas solidárias. Glória Severiano Ribeiro ressaltou que a captação de patrocinadores é essencial para alcançar o impacto esperado nos programas de capacitação profissional e geração de renda.
Maria Garibaldi apontou que a sustentabilidade financeira representa um dos maiores desafios para organizações do terceiro setor. Ela enfatizou a necessidade de diversificar as fontes de receita, evitando a dependência de um único fluxo de recursos, e observou que o contexto atual exige uma mudança de uma atuação meramente assistencial para a construção de transformações profundas e de longo prazo.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agência Brasil. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.