O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda em 2026, em pelo menos um dos dois encontros internacionais previstos para o fim do ano. As possibilidades apontam para a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), que será realizada nas Filipinas entre 15 e 17 de novembro, ou para o encontro dos líderes do G20, marcado para 14 e 15 de dezembro em Miami, nos Estados Unidos.
Uma apuração divulgada nesta sexta‑feira (30) indicou que há tratativas em andamento para viabilizar a aproximação entre os dois chefes de Estado em ao menos um dos eventos. Pessoas próximas à diplomacia brasileira confirmaram a existência das conversas, embora o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência ainda não tenham se manifestado oficialmente.
A última reunião entre Lula e Trump ocorreu em 2025, durante a cúpula da Asean em Kuala Lumpur, na Malásia. Na ocasião, os presidentes discutiram a suspensão da tarifa de 50 % que os Estados Unidos haviam anunciado em julho daquele ano sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano. Ambos sinalizaram disposição para retomar o diálogo bilateral e solicitaram a participação de seus ministros nas tratativas subsequentes.
Caso a reunião de 2026 se confirme, os temas em pauta podem incluir a tarifa de 25 % imposta pelos Estados Unidos ao Brasil neste ano, sob a chamada “Seção 301”, que acusa práticas comerciais brasileiras como desleais. Também estão previstas discussões sobre negociações para a exploração de terras raras no território brasileiro, entre outras questões econômicas.
Há, porém, ressalvas quanto à inclusão de assuntos políticos internos, como a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) aos Estados Unidos dois dias após sua derrota nas eleições presidenciais brasileiras. Aliados de Lula defendem que o governo mantenha distância do caso, deixando sua avaliação para a Justiça.
Em entrevista concedida nesta quinta‑feira (29), Trump afirmou que deseja conversar com Lula, embora tenha caracterizado a eleição brasileira como “uma desgraça” e “uma vergonha”. “Quando vi o que aconteceu no Brasil, foi uma desgraça. Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil”, declarou o presidente norte‑americano.
Além da possível reunião nos eventos citados, há especulação de que Lula possa convidar formalmente Trump para a cerimônia de posse prevista para 5 de janeiro, marcando o início de seu quarto mandato. A decisão dependeria, segundo fontes próximas, do desempenho de Trump nas eleições legislativas de meio de mandato que ocorrerão na próxima semana.
O último contato direto entre os dois líderes aconteceu em meados de agosto, quando mantiveram uma conversa de aproximadamente uma hora e vinte minutos logo após Trump receber Flávio Bolsonaro em seu gabinete na Casa Branca. Durante a chamada, Trump demonstrou interesse pelo processo eleitoral brasileiro e recebeu de Lula a informação de que a campanha seguia normalmente.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
