O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta quinta‑feira (5), a necessidade de estabilidade econômica para atrair investimentos privados e estrangeiros ao país. A fala foi feita durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, em meio a desconfiança do mercado financeiro quanto à capacidade do governo de ajustar as contas públicas.

“Se quisermos atrair capital, temos que ter seriedade. As pessoas vão colocar dinheiro aqui se perceberem que o investimento vai criar benefício para os seus objetivos e, ao mesmo tempo, gerar retorno financeiro”, afirmou o presidente. Lula ressaltou que a credibilidade internacional do Brasil depende do equilíbrio das contas, acrescentando que “é por isso que nós temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal”. Alertou ainda que “ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada”.

No âmbito da política de minerais críticos, Lula afirmou que o governo não pretende ser o “senhor supremo da exploração e da transformação”, mas buscar alianças estratégicas com empresas e nações parceiras. O objetivo do conselho, segundo o presidente, é romper com o histórico de exportação de matéria‑prima bruta e garantir a industrialização no território nacional.

Em seu discurso, Lula também recordou privatizações de empresas estratégicas, como Vale e Eletrobras, classificando-as como ausência de um projeto de país.

As declarações do chefe de Estado coincidem com um período de maior cautela do mercado financeiro, que tem cobrado medidas de controle de gastos públicos e demonstrado dúvidas sobre a capacidade do governo de conduzir um ajuste fiscal.

Ainda nesta quinta‑feira, Lula reuniu ministros e integrantes da equipe econômica após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper a trajetória de queda e manter a taxa Selic em 13,75 %. O Banco Central justificou a manutenção dos juros pela alta nas expectativas de inflação, refletida no Boletim Focus, que elevou a projeção do IPCA para 2026 a 5,22 %, acima do teto da meta.

Ao final do encontro no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que a reunião não definiu medidas de corte específicas, afirmando que “não há fórmula mágica” e reiterando o compromisso da pasta em manter e reforçar o cumprimento das regras fiscais vigentes para assegurar previsibilidade e equilíbrio.

Um levantamento com projeções fiscais e cenários macroeconômicos deverá ser apresentado pela Fazenda e pelo Ministério do Planejamento ao presidente logo após seu retorno da conferência climática COP31, que ocorre na Turquia.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.